Monjas praticam kung fu para combater estereótipos

As mulheres de um monastério que fica na região do Himalaia se dividem entre preces e a prática da arte marcial

As monjas do convento Druk Gawa Khilwa, que fica na região do Himalaia, acordam todos os dias por volta das 4 da manhã, vestem seus uniformes e começam a praticar kung fu. O comportamento que seria impensável há alguns anos reflete um dos objetivos dessas mulheres: combater a estereotipação e a desigualdade de gênero, entre outras demandas femininas.

O convento possui cerca de 800 membros e está associado à histórica escola Drukpa de Budismo Tibetano. O local foi fundado em 2008 por Gyalwang Drukpa, chefe espiritual da escola que leva o seu nome, com o objetivo de dar voz para as mulheres dentro do budismo. O ativista se inspirou nas monjas vietnamitas que treinam para o combate.

Monjas praticam diariamente o kung fu - Foto: Ahmer Khan
Monjas praticam diariamente o kung fu – Foto: Ahmer Khan

O local se tornou um centro de atividades: há aulas de inglês junto com o treinamento de kung fu, além de aulas de habilidades rudimentares de negócio e de como conduzir preces budistas. Mulheres do Butão, Nepal, Índia e Tibete vivem juntas nesse lugar de adoração, e não é incomum ver monjas falando várias línguas diferentes.

As atividades das monjas vão além das realizadas in loco: recentemente elas fizeram uma viagem de bicicleta que durou três meses e percorreu mais de 8 mil quilômetros do Nepal às montanhas de Ladakh, no norte da Índia. Nas diversas paradas que fizeram em cidades ao longo do percurso, as monjas falaram sobre igualdade de gênero e sobre o tráfico humano.

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