O milenar Hanfu ganha ares contemporâneos na China

Jovens chineses trazem de volta as vestes que remontam à cultura Han de 4 mil anos atrás, mesclando tradição e modernidade

Foto de capa: China Daily

Entre as múltiplas etnias que povoam a China, a que mais se sobressai é, sem dúvidas, a Han, que representa mais de 90% da população do continente. Tradicionalmente, as pessoas dessa etnia possuíam estilo de vida próprio, incluindo a forma de se vestir. Esse tipo de vestimenta recebeu o nome de Hanfu – ou “Vestes da Dinastia Han”, em tradução livre. Esse estilo pode ser dividido entre antigo e moderno.

O Hanfu antigo remonta à época do Imperador Amarelo, cerca de 4.000 anos atrás. O estilo se desenvolveu até cerca de 300 ou 400 anos atrás. A partir deste momento, a Dinastia Qing estabeleceu uma nova política sobre penteados e código de vestimenta. O Hanfu é composto por uma túnica esvoaçante com mangas soltas e uma faixa na cintura, geralmente adornada. Apesar de ter sofrido algumas modificações, principalmente com as influências da moda ocidental, ainda é considerado um símbolo da autêntica cultura chinesa.

Jovens utilizam diferentes tipos de Hanfu - Foto: CGTN

Já o Hanfu moderno se refere a roupas que herdam os designs básicos desse estilo, mesclados a elementos contemporâneos. Essas oito palavras resumem suas características e o que constitui um Hanfu. Em chinês, diz “Ping Zhong Jiao You, Kuan Tuan He Ying”.

Ping significa plano. Um dos elementos principais do Hanfu é que ele não tem ombros, o que significa que a roupa usa apenas um corte simples de tecido. Zhong significa centralizado. O corte e a alfaiataria seguem a regra da alfaiataria e costura simétricas. Jiao significa que os elementos de Hanfu são projetados para se cruzarem e se sobreporem, mantendo uma crença na cultura tradicional chinesa: o equilíbrio do Yin e do Yang. A palavra You é enfatizada, o que significa que tudo deve se mover para a direita, inclusive como a frente é fechada.

Kuan significa largura. As roupas Hanfu têm mangas largas na parte superior e inferior. Ele lembra o usuário de andar com elegância e observar as etiquetas. Tuan e He referem-se às bainhas e às mangas. As bainhas devem ser organizadas e limpas, sem fios pendurados, enquanto as mangas devem se unir e se encontrar. Por último, mas não menos importante, vem o Ying, ou enfeite. Em vez de botões, uma faixa é usada para segurar todas as peças.

Este vídeo mostra como os jovens chineses estão revivendo essa cultura milenar:

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