21 de abril de 2021

Observatório do Coronavírus #305

Coquetel, que não será vendido em farmácias, impede a evolução da doença

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (20) o uso emergencial do coquetel de medicamentos da farmacêutica Roche contra a Covid-19. As duas drogas são experimentais e foram desenvolvidas com a empresa de biotecnologia Regeneron.

O coquetel, composto por casirivimabe e imdevimabe, impede que o material genético da doença se replique, freando a evolução da Covid-19. A utilização dos medicamentos será bastante restrita e somente para pessoas já internadas. Serão prioridade pessoas com idade avançada, obesas, que tenham doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, aids, diabetes, doenças respiratórias, entre outras comorbidades e que tenham alto risco de evoluir para um quadro grave de Covid-19.

As pesquisas realizadas até agora mostraram redução de 70% no tempo de internação ou morte e que o coquetel, e não será vendido em farmácias, foi bem tolerado pelos pacientes.

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As pessoas com 64 anos poderão ser vacinadas, no Estado de São Paulo, a partir desta sexta-feira (23). O anúncio feito nesta terça-feira (20) também incluiu novos grupos, a partir de maio.

No dia 10 do mês que vem começam a ser imunizadas 50 mil pessoas com Síndrome de Down, 40 mil pacientes renais em tratamento de diálise e 30 mil transplantados em uso de imunossupressores.

Nesses três grupos, serão aplicadas doses na população adulta, na faixa de 18 a 59 anos. Os idosos pertencentes a esses públicos já estão contemplados nas etapas que vêm sendo cumpridas. Outras 10 mil pessoas, de grupos específicos de trabalhadores do Metrô e da CPTM, começam a ser vacinadas no dia 11.

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O consórcio Covax Facility, criado para viabilizar vacinas aos países em situação crítica, poderá receber doses da AstraZeneca e da Janssen (Johnson & Johnson), rejeitadas por alguns governos.

A Dinamarca, que tem outras vacinas disponíveis e conseguiu controlar a circulação do vírus em seu território, decidiu não usar o imunizante da AstraZeneca. A compra combinada com o laboratório era de 2,4 milhões de doses. Alguns países do Leste Europeu já mostraram interesse em adquirir o que seria destinado à Dinamarca. Outro caso de cancelamento de compra é o dos Estados Unidos. O país havia encomendado 100 milhões de doses da Janssen, mas desistiu da aquisição.

A maior parte das desistências está ligada a um baixo risco do desenvolvimento de coágulos sanguíneos. O risco existe, mas é de um caso em um milhão, o que já fez os reguladores de saúde em todo o mundo manterem o posicionamento favorável à aplicação das duas vacinas, considerando que os riscos oferecidos pela Covid-19 são em maior quantidade e proporção.

O momento em que os imunizantes rejeitados ou excedentes poderão ser adquiridos ou doados e o número de doses disponíveis ainda são tópicos desconhecidos pelo consórcio Covax Facility, que espera entregar mais de 2 bilhões de vacinas, em 190 países, até o fim deste ano.

 

 

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