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6 de abril de 2020

Como ajudar outras pessoas em meio à pandemia?

Descubra nesta matéria algumas das iniciativas espalhadas pelo Brasil cujo objetivo é ajudar hospitais e grupos mais vulneráveis

Organizações estão se mobilizando para captar recursos para a área de saúde e equipamentos para hospitais, além de promover campanhas de doação para dar suporte a grupos mais vulneráveis ao coronavírus.

“Todos querem ajudar e não sabem bem como, então começamos a trocar ideias com pessoas conhecidas para montar uma lista de iniciativas e organizações que podem fazer diferença nas favelas e periferias do Brasil neste momento”, afirma o cineasta Fernando Grostein Andrade, sócio da produtora Spray Filmes e da plataforma Quebrando o Tabu, que também vai compartilhar informações colhidas em conjunto e checadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Entre as importantes contribuições neste momento está a doação de sangue, já que os hemocentros do país passam por momento de dificuldade com a redução no número de doadores e a baixa dos estoques.

Veja a seguir outras formas de ajudar:

O Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil é a instituição por trás entidades: Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), Movimento Bem Maior e BSocial para captar doações por meio da plataforma www.bsocial.com/fundosaude.

Inicialmente, foram selecionados como beneficiários do fundo a Fiocruz, o Hospital das Clínicas, a Santa Casa de São Paulo e a ONG Comunitas, que atua em causas públicas.

Os recursos captados serão revertidos na compra de equipamentos hospitalares e para UTIs, em testes para diagnóstico da Covid-19, materiais de proteção para médicos e enfermeiras e medicamentos.

“Estamos também soltando uma nota pública para convocar grandes investidores privados e filantropos a doarem recursos para apoiar o combate à pandemia, atuando em duas frentes, com organizações cadastradas e o fundo, um mecanismo para fazer o dinheiro chegar à ponta”, explica Paula Fabiani, do Idis.

As doações em dinheiro também podem ser feitas por meio da conta da administradora do fundo, a SITAWI Finanças do Bem (Itaú, ag. 0413, c/c 16266-0 – CNPJ/MF sob nº 09.607.915/0001-34).

Nos últimos cinco dias, em mobilização própria, a ONG Comunitas levantou R$ 23 milhões para a compra de cerca 345 respiradores para hospitais públicos de São Paulo. A meta inicial foi batida nesta segunda-feira (23), com o objetivo de prover equipamentos para ventilação mecânica de pacientes internados em UTIs.

“Estamos fazendo mobilização de recursos financeiros após trabalhar em conjunto com o governo para garantir a estrutura de implementação dos equipamentos em hospitais do SUS e pesquisa sobre a disponibilidade de aparelhos no mercado”, afirma Regina Esteves, presidente da Comunitas.

A empreendedora social montou a operação com apoio técnico do hospital A.C Camargo que deu suporte para identificar as unidade de saúde com capacidade para receber e operar com novos respiradores, essenciais para tentar evitar o colapso no sistema de saúde no pico da pandemia no país.

A mobilização contou com a adesão de grandes empresários e cidadãos comuns que fizeram doações como pessoas físicas e aderiram à causa de fortalecer o SUS com aporte também de investimentos privados. “É importante trabalhar como política pública para não desperdiçar recursos e ser efetivo e eficiente”, diz Regina.

A Comunitas está modulando o mesmo arranjo para ser replicado no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Quem quiser ajudar, pode acessar a campanha via WhatsApp e redes sociais pelo link https://whats.link/300respiradores.

A estratégia de captação de recursos via plataformas de crowdfunding é utilizada por ONGs, movimentos e entidades que atuam com populações vulneráveis.

Uma das primeiras iniciativas é capitaneada pelo Instituto Phi, Ekloos e Banco da Providência, que lançaram neste fim de semana o hot site https://www.riocontracorona.org.

A campanha Rio Contra Carona vai arrecadar dinheiro pela conta do Phi, que repassará os recursos para o Banco da Providência, responsável pelas compras de material de limpeza e cestas básicas para distribuição em comunidades e favelas cariocas.

À Ekools caberá a articulação com ONGs locais para fazer as doações chegarem aos beneficiários.

“O principal agora é fortalecer quem está na ponta para atender as famílias com alta vulnerabilidade social, que precisam de informação e o mínimo para se protegerem, com máscara, álcool em gel, material de limpeza, sabonete líquido”, afirma Luiza Serpa, fundadora do Phi.

A pandemia é uma ameaça maior em comunidades que lidam com a falta de água, essencial para higienização para evitar a proliferação do coronavírus. Luiza cita parte do Complexo do Alemão e Chatuba, em Mesquita, como localidades críticas. “Estão ali em situação precária cerca de 50 mil pessoas, que acabaram de sobreviver às enchentes do Rio de Janeiro.”

Os dados para contribuição são: Instituto Phi/ Banco Itaú/ Agência:0726/Conta corrente: 07246-5/

CNPJ:19.570.828/0002-94.

Campanhas de financiamento coletivo também foram lançadas para apoiar ações em São Paulo e no Recife: Ajudar São Paulo Contra o Coronavírus (vaka.me/938430) e Ajude as ONGs do Recife (benfeitoria.com/ONGSREC).

O G10 das Favelas, grupo que reúne lideranças de comunidades como Paraisópolis e Rocinha, lançou campanhas virtuais de apoio às comunidades que integram o movimento. A G-10 é Apoie Paraisópolis a combater o coranavírus está hospedada em: https://www.esolidar.com/crowdfunding/detail/3-g10-apoie-paraisopolis-a-combater-o-corona-virus?lang=br.

A ideia é angariar recursos para construir um hospital de campanha na região e também para montar alojamentos especiais para abrigar idosos que precisam de isolamento. Para proteger o grupo mais vulnerável, a Associação de Moradores de Paraisópolis pretende alugar casas no bairro vizinho, o Morumbi, para servir de abrigo durante a pandemia.

Depois de a imprensa divulgar que o estoque de sangue da fundação estava baixo, muitas pessoas compareceram aos postos de doação, e o banco foi normalizado.

Mesmo assim, a instituição pede aos doadores que continuem fazendo seus agendamentos, para que a estabilidade das doações seja mantida. Agora, só há vagas para o mês de abril.

Para doar, é preciso mandar um email para [email protected] e aguardar o retorno com confirmação de dia e horário.

No momento, a Pró-Sangue está atendendo em dois postos na cidade de São Paulo, o das Clínicas ( av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar, Cerqueira César) e o do Mandaqui ( r. Voluntários da Pátria, 4227, Mandaqui), e um em Osasco ( R. Ari Barroso, 355, Presidente Altino).

Para mais informações, ligue para (11) 4573-7800 ou acesse prosangue.sp.gov.br.

Hemocentro do Hospital São Paulo

O hemocentro, que pertence a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), está com estoque mínimo.

Os atendimentos devem ser agendados previamente pelo telefone (11) 5576-4240 (discar a opção 1), de segunda a sexta-feira das 8h às 17h30.

Hemominas

Antes da chegada da Covid-19 ao Brasil, todas as unidades da Fundação Hemoninas, em Minas Gerais, já estavam recebendo menos doações de sangue, por conta de feriados prolongadas e das fortes chuvas que atingiram o estado.

Hoje, os estoques dos tipos sanguíneos O+, O-, A+, A- e AB- estão em estado de alerta. Para doar, é preciso fazer um agendamento prévio pelo site, pelo MG App (aplicativo do governo de Minas Gerais, disponível para sistemas Android e iOS) ou pelo telefone 155 (discar opção 1).

A Hemominas tem unidades nas cidades de Belo Horizonte, Além Paraíba, Betim, Diamantina, Divinópolis, Governador Valadare, Ituiutaba, Juiz de Fora, Manhuaçu, Montes Claros, Passos, Patos de Minas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Sete Lagoas, São João Del Rei, Uberaba e Uberlândia.

Acesse hemominas.mg.gov.br para mais informações.

Hemorio

O hemocentro coordenador da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou queda de 50% do número de doadores na última semana.

Mais informações pelo site hemorio.rj.gov.br ou pelo telefone 0800 2820708.

 

O movimento social faz arrecadações de comida e produtos de higiene que devem ir para 4 mil família de comunidades pobres do Rio e da Baixada Fluminense – vindas de empresas e pessoas, as doações somam 40 toneladas. Na quarta-feira (25), a doação virou jantar na casa de muitas famílias da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Saiba como doar.

A Rede Gerando Falcões abriu um fundo emergencial para garantir a alimentação de pessoas pobres. A organização atua em periferias e favelas de São Paulo com projetos de esporte e cultura para crianças e adolescentes, e de qualificação profissional para jovens e adultos. O dinheiro poderá ser usado por famílias que receberão um cartão para a compra de alimento. Saiba como doar

No Brasil, o fundo está fazendo a ponte entre empresas que querem doar itens de saúde e higiene e as comunidades mais vulneráveis em todo o país. O fundo também está focando esforços na disseminação de informações confiáveis para a população, em especial famílias com crianças. E está trabalhando com governos, empresas e sociedade civil para mitigar o impacto da crise e garantir a continuidade dos serviços – saúde, educação, assistência social e proteção contra a violência – adaptados à nova realidade. Pessoas físicas e empresas que quiserem doar podem entrar em contato pelo site ou pelo telefone 0800 605 2020.

A Central Única das Favelas busca apoio para moradores de comunidades. As doações podem ser feitas em dinheiro por meio de contas bancárias e/ou vaquinha online. Os recursos serão usados para comprar alimentos e itens de higiene, como sabão em pó, sabonete e papel higiênico. Saiba como doar

O Hospital São Paulo pede doações de materiais como máscara, álcool gel, aventais e óculos de proteção. O objetivo é atender os profissionais da instituição, que também solicita ajuda com dinheiro. Materiais devem ser encaminhados para o seguinte endereço: Rua Borges Lagoa, 570. O funcionamento é das 7h às 18h. Informações para as doações são encontradas neste link

A universidade criou o Núcleo de Voluntariado para que os interessados possam ajudar em tarefas que incluem desde atendimentos telefônicos a pessoas isoladas até forças tarefas para buscar doações financeiras, de bens e produtos para a área de saúde da Unicamp. Saiba como ajudar

A UFMG, junto com o Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), faz campanha de financiamento coletivo para arrecadar recursos para aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos e serviços destinados aos hospitais de Clínicas da UFMG, Risoleta Tolentino Neves e UPA Centro-Sul, os dois últimos gerenciados pela Universidade e pela Fundep. Saiba como doar

Residentes e profissionais de outras áreas criaram o movimento #VemPraGuerra, que tem o objetivo de arrecadar até R$ 10 milhões para a instituição. O dinheiro será usado para adquirir insumos necessários para a proteção de funcionários e pacientes. Informações para as doações são encontradas neste link

Iniciativa do Movimento Maisha e que atende a região da Grande Belo Horizonte. Através de uma “vaquinha” online, o grupo pede doações, em dinheiro. O montante arrecadado é destinado à compra de cestas básicas que são distribuídas em comunidades da região. Segundo o grupo, em média, cada cesta básica ao custo de R$ 100,00 reais atende uma família de 4 pessoas durante um mês. Saiba mais aqui

A organização lançou uma campanha nacional para arrecadar produtos de higiene, alimentos e dinheiro para ajudar quem vive em comunidades e bairros periféricos. Em Belo Horizonte, as doações devem ser feitas em dois postos: na Ocupação Carolina Maria de Jesus (rua Rio de Janeiro, 109, centro) e Creche Tia Carminha (Avenida Perimetral, 154, Barreiro).

Projeto que atende moradores de rua de São Paulo desde 2016. Uma vez por mês, voluntários do grupo distribuem refeições, produtos de higiene (escova e pasta de dentes, sabonete, papel higiênico e absorvente), cobertores e roupas para pessoas de rua. Neste mês, o projeto começou a distribuir álcool em gel. Saiba como participar aqui

Campanha criada pela corretora XP para arrecadar recursos para a compra de alimentos. As arrecadações serão encaminhadas para famílias prejudicadas por falta de trabalho durante o período de isolamento. Saiba como doar aqui

A associação oferece comida para pessoas sem teto na cidade de Salvador (BA). Os interessados em participar da ação doando alimentos devem entrar em contato através do site da instituição. A ação deve durar 15 dias.

Projeto distribui cestas básicas para 12 comunidades. Os recursos para a compra das cestas são coletados através do site da iniciativa. O projeto é uma parceria da ONG Viva Rio; da Academia Pérolas Negras, uma entidade esportiva; e do VRB, plataforma de investimento com impacto social.

A campanha foi criada pela prefeitura de Araraquara para unir pessoas que queiram ajudar na cidade. Os cadastrados poderão doar alimentos não perecíveis e itens de limpeza e higiene pessoal para as famílias economicamente mais vulneráveis, doentes crônicos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.Segundo a prefeitura, os interessados em contribuir com as doações podem ligar para o 0800 773 1145 para receber as orientações necessárias.

Plataforma social que reúne diversas campanhas de arrecadação de doações para pessoas que moram no Rio de Janeiro durante a pandemia do novo coronavírus. O projeto tem o objetivo de mobilizar a população para impulsionar transformações. Algumas ONGs pediram produtos necessários para montar kits de higiene e limpeza e cestas básicas. Para ajudar, basta acessar o site do Atados e escolher a campanha que deseja participar.

A entidade trabalha na assistência a pessoas que vivem nas ruas da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Por causa do surto do coronavírus, os participantes suspenderam as atividades e passaram a oferecer refeições diariamente e banho uma vez por semana. O local precisa de doações de alimentos, produtos de higiene ou ajuda financeira. É necessário levar até as doações até a instituição. Saiba mais aqui

Com o objetivo de ajudar crianças, jovens e mulheres do Morro da Providência, que fica no centro do Rio de , o projeto está arrecadando itens de limpeza e alimentos. Saiba mais aqui

Iniciativa ligada à Central Única das Favelas (Cufa), que reúne 500 comunidades em todo o país, para arrecadar recursos que serão doados a mães de família moradoras de favelas. As beneficiadas receberão, por dois meses, um auxílio de R$ 120 batizado de “vale-mãe”. Saiba mais aqui

Uma série de iniciativas começam a ganhar corpo em todo o Brasil. Segue uma lista premilinar que será atualizada diariamente.

A Aventura de Construir (ADC) criou Fundo Emergencial destinado a auxiliar microempreendedores nas periferias de São Paulo, priorizando os casos de maior vulnerabilidade e necessidade.

Dados para colaboração:
Associação Aventura de Construir
Conta corrente 13005699-5
Banco Santander – Agência 0154
CNPJ 23.417.416/0001-05
https://aventuradeconstruir.org.br/doar-agora/

Dados para colaboração:
ONG Voz das Comunidades
Caixa Econômica Federal
Ag: 0198
Conta-Corrente: 3021-2 – Operação: 3
CNPJ: 21.317.767/0001-19
Email: [email protected]
WhatsApp: 021 – 96463-2334

Campanha Adote uma Favela pede ajuda para não deixar sucumbir diversas atividades. O link da campanha: https://www.kickante.com.br/campanhas/adote-uma-favela

O movimento Rocinha contra o Corona Virus pede doações com urgência de água sanitária, sabão em barra, álcool em gel, cesta básica e água mineral.Contatos, via Instagram: @rocinharesiste ou @rocinhacontraocorona  WhatsApp: 21 – 97960-4495

Campanha por Renda Básica Emergencial para enfrentar o coronavírus: Um grupo de mais de 50 organizações e movimentos lançou uma campanha pela implementação com urgência de um programa de Renda Básica Emergencial para ajudar famílias brasileiras a lidar com os impactos da crise do coronavírus.

A proposta é apoiar por seis, com um valor de R$300 mensais per capita, todos os brasileiros e brasileiras que têm renda familiar inferior a três salários mínimos, as 77 milhões de pessoas mais pobres do país. Site: www.rendabasica.org.br

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