8 jul 2021

Ibrachina articula cooperação com Macau para atrair investimentos ao Brasil


Macau é uma região especial da China, que tem o português como uma das línguas oficiais, e grande potencial de auxiliar na retomada econômica do Brasil pós-pandemia 

Nesta quinta-feira, 8, o Instituto Sociocultural Brasil/China (Ibrachina) participou de audiência com o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), órgão oficial do Governo de Macau – região administrativa especial da China, com o objetivo de fortalecer cooperação internacional estratégica e atrair investimentos ao Brasil pós-pandemia.

O IPIM, que é responsável pela promoção do comércio internacional e investimentos em Macau, tem como missão institucional reforçar as ligações econômicas e comercias entre a China e os Países de Língua Portuguesa, através de plataforma oficial de cooperação, serviços e negócios. O órgão coordena missões estratégicas, fóruns multilaterais, eventos multissetoriais e feiras internacionais.

De acordo com o advogado e presidente do Ibrachina, Thomas Law, a região de Macau tem papel único na interação chinesa com o Brasil, sobretudo por ser a parte da China que reconhece o português como uma das línguas oficiais. “Unimos esforços com o IPIM para fortalecer a cooperação de combate a pandemia e promover ações para viabilizar novos investimentos e auxiliar na recuperação econômica do Brasil pós-pandemia, com atenção redobrada ao desenvolvimento social, ao meio-ambiente e a sustentabilidade, que é uma máxima mundial”, destacou.

O Diretor de Promoção Econômica e Comercial com os Mercados Lusófonos do IPIM, António Lei, destacou a importância da parceria com o Ibrachina e a intenção de intensificar a conversa com o objetivo de consolidar a mútua representação entre os institutos em suas respectivas regiões. “Começamos imediatamente a interface institucional entre as entidades para atração de negócios e investimentos, e a realização de projetos e ações conjuntas. E a partir de então, aprofundar cada vez mais a parceria institucional direta, bilateral e multilateral”, finalizou Lei.

O encontro marcou ainda a integração entre a Coordenação Brasil/China da Ordem dos Advogados do Brasil (CNRBC/OAB), também presidida por Law, com a Associação dos Advogados de Macau (AAM), representada pelo seu presidente, Jorge Neto Valente. “Estamos prontos para fortalecer a cooperação e promover em conjunto eventos, estudos, pesquisas e publicações sobre a legislação de cada país”, concluiu Valente. Já o vice-presidente da CNRBC/OAB, Sóstenes Marchezine, comentou que “a segurança jurídica é imprescindível para a promoção de negócios duradouros e viabilização de investimentos com riscos menores e suficientemente mapeados com ações preventivas de governança e compliance”.

Estiveram presentes na audiência, ainda, Paulo Carvalho e Ana Ho, da Divisão de Projectos Econômicos e Comerciais do IPIM; Regina Re, da AAM; Elvis Klauk Júnior, Presidente da Coordenação Estadual das Relações Brasil / China da OAB Mato Grosso; e Felipe Agne, Diretor de Comunicação do Ibrachina.

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