6 de junho de 2020

Observatório do Coronavírus #125

Ministério da Saúde substitui portal com números da COVID-19 no Brasil por site com informações mínimas; Pasta afirma que vai rever óbitos e critérios de contabilização

Foto de capa: Marcello Casal Jr

Depois de retirar do ar por um dia o site que mantinha sobre informações detalhadas a respeito da COVID-19, o Ministério da Saúde atualizou a página na internet com informações básicas. O site https://covid.saude.gov.br/ traz apenas as informações sobre os casos de pessoas recuperadas da doença, os casos de novas contaminações e os óbitos.

O portal do Ministério da Saúde que reunia as informações sobre os números do novo coronavírus no país foi retirado do ar na noite de ontem. Anteriormente, o site reunia tanto os números oficiais da pandemia no Brasil, bem como gráficos que mostravam o avanço da doença por estados e por regiões. 

O Ministério não informou por qual motivo o portal foi tirado do ar e nem quando ele estará disponível novamente. Também a divulgação dos dados diários da sexta-feira voltou a atrasar, sendo publicada apenas às 21h45. A tabela disponibilizada ainda trazia menos dados do que a do dia anterior, com os números de recuperados, casos confirmados e óbitos das últimas 24 horas nacionais e por estado.

Foto: Marcos Correia

Carlos Wizard, novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, disse hoje que o Ministério da Saúde deve recontar o número de mortes causadas pelo novo coronavírus, revendo os critérios para contabilizar dados e mortes. Sem apresentar provas, ele disse que os dados atuais são “fantasiosos ou manipulados” e que um balanço atualizado deve ser publicado em um mês. “Eu acredito que vai ter um dado mais real, porque o número que temos hoje está fantasioso ou manipulado”, disse Wizard ao jornal O Globo. No entanto, o empresário não explicou por que acredita que os números já divulgados não seriam confiáveis.

O presidente norte-americano Donald Trump disse ontem que salvou pelo menos 1 milhão de pessoas ao “fechar os EUA” e afirmou que o Brasil está num “momento bem difícil” com o coronavírus. “Se você olha para o Brasil, eles estão num momento bem difícil. E, a propósito, eles falam muito da Suécia. Isso voltou a assombrar a Suécia. A Suécia está tendo um momento terrível. Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões ou até mais”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro minimizou hoje as menções críticas feitas pelo líder americano ao país. Após ter o Brasil citado como um mau exemplo de combate à pandemia do novo coronavírus pelo colega e aliado ideológico, Bolsonaro preferiu reforçar os laços com o presidente dos EUA e declarar sua torcida pelo republicano nas eleições de novembro.

Foto: Divulgação

A fabricante chinesa Honor lançou um celular capaz de medir a temperatura corporal do usuário por meio de um sensor infravermelho. A subsidiária da Huawei apresentou o recurso no Honor Play 4 Pro como forma de identificar pessoas com febre, um dos sintomas do novo coronavírus. De acordo com a empresa, o smartphone tem a capacidade de medir temperaturas entre -20º a 100º Celsius ao entrar em contato com o rosto ou os pulsos.

Por enquanto, a versão do Honor Play 4 Pro com o sensor infravermelho está disponível apenas no mercado chinês com preço sugerido de 2.999 yuans, cerca de R$ 2.150 na cotação atual. Não há informações sobre vendas no Brasil.

O nascimento de um bebê na China chamou a atenção dos cientistas. Segundo os médicos, a criança chinesa nasceu com anticorpos contra o coronavírus. A mãe teria contraído a doença na gravidez, depois que ela e o marido foram ficar com a família na cidade de Wuchang, província de Hubei, no centro da China. Ela testou positivo no início de abril quando foi ao hospital para um exame pré-natal. Apesar de ser considerada assintomática, ela já estava recuperada após dez dias.

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O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 101 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados e de óbitos. Com a eliminação de dados totais do portal oficial do Ministério da Saúde do Brasil sobre a doença, a Universidade perdeu sua fonte de informações e os dados sobre o país não fazem mais parte do monitoramento.

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