19 de junho de 2020

Observatório do Coronavírus #138

Brasil atinge a marca de 1 milhão de pessoas infectadas pelo coronavírus; Catorze Estados apresentam tendência de queda de internações ligadas à COVID-19

Foto de capa: Diego Vara/Reuters

O Brasil chegou a 1 milhão de casos de coronavírus na tarde desta sexta-feira (19/06). Os dados foram divulgados em um boletim extra do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Embora elevados, os números de casos e de mortes estão subnotificados. De acordo com especialistas, o Brasil ainda faz menos testes para detectar a doença do que deveria: são tão poucos RT- PCR (exames laboratoriais ideais para diagnosticar a Covid-19), que o número de casos confirmados muitas vezes é secundário para cientistas que analisam a evolução da pandemia.

Foto: Tatiana Fortes

Catorze Estados brasileiros apresentam tendência de queda no número de internações hospitalares ligadas à pandemia. Informações da Fundação Oswaldo Cruz, que há anos gerencia o principal monitoramento de casos de doenças respiratórias do país, indicam que essa queda se deve às medidas de distanciamento social. Por outro lado, o Distrito Federal e outras seis unidades da federação registram um aumento das hospitalizações. Segundo a Fiocruz, todas as regiões do país ainda se encontram na zona de risco e a flexibilização do isolamento pode elevar o número de infectados.

Foto: Getty

Uma doação de 11 toneladas de equipamentos médicos para combate à COVID-19 no Brasil está emperrada na China desde o início de abril. Segundo pessoas que acompanham o assunto, a doação oferecida pela empresa chinesa ByteDance, dona do aplicativo TikTok, encontra-se empacada devido a obstáculos logísticos, mas haveria também má vontade do Itamaraty por motivos ideológicos.

A ordem no Ministério das Relações Exteriores é não priorizar doações da China e nçao alimentar a chamada “diplomacia da máscara” – estratégia chinesa de usar doações de equipamentos médicos para ganhar influência no mundo.

Foto: Chen Zhonghao/Xinhua

O Centro Chinês para o Controle e a Prevenção de Doenças afirmou ter isolado e cultivado com sucesso o novo coronavírus das recentes infecções de clusters da COVID-19 em Pequim. O êxito é significativo para o estudo sobre a caracterização da sequência da cepa viral circulante nos casos recentes da doença, assim como a avaliação de vacinas e a seleção de medicamentos para a epidemia.

Foto: Li Hao/GT

Um salmão importado é o principal suspeito do novo surto de COVID-19 em Pequim. As repercussões da situação estão chegando até o Chile, que é o segundo maior exportador de salmão do mundo. De acordo com a rede de tv chinesa CCTV, até a última quarta-feira (17/06), as autoridades do país asiático só haviam proibido expressamente as importações de salmão da Europa, que seria a origem do pescado supostamente contaminado. Mas todas as vendas de salmão sofreram o impacto. Mesmo antes da proibição, diversos supermercados e restaurantes se apressaram em retirar o produto de circulação.

Uma análise genética de pacientes com COVID-19 sugere que o tipo sanguíneo A pode influenciar se alguém desenvolve a forma grave da doença provocada pelo coronavírus. Os cientistas que compararam os genes de milhares de pacientes na Europa descobriram que aqueles que tinham sangue deste tipo eram mais propensos a ter a forma grave da doença, enquanto aqueles com tipo O eram menos propensos. 

O relatório divulgado no “New England Journal of Medicine” não prova uma conexão do tipo sanguíneo, mas confirma um estudo chinês anterior sobre essa relação. Parameswar Hari, especialista em sangue da Faculdade de Medicina de Wisconsin, afirmou que a maioria dos especialistas desconsiderou esse primeiro estudo feito na China, mas que com esse novo levantamento ele passou a acreditar.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 22 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 139 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 978 mil casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 47 mil óbitos.

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