5 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #155

Pandemia impulsiona medicina tradicional chinesa contra sintomas da COVID-19. No Brasil, especialistas especulam qual será estratégia de vacinação contra o coronavírus.

Foto de capa: AP

A pandemia deu um novo impulso aos esforços da China para internacionalizar sua medicina tradicional. Ao mesmo tempo em que várias equipes científicas ao redor do planeta tentam desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus, Pequim vem promovendo o uso da medicina tradicional chinesa para tratar pessoas infectadas.

Seis remédios da medicina tradicional chinesa foram anunciados como tratamento para a COVID-19. Os dois mais importantes são Lianhua Qingwen, que contém 13 ervas como Forsythia suspensa e raiz de ouro (Rhodiola rosea), e Jinhua Qinggan, que foi desenvolvido durante o surto de H1N1 em 2009 e é formado por 12 componentes, incluindo hortelã, alcaçuz e madressilva.

A medicina tradicional chinesa é uma das práticas médicas mais antigas do mundo e inclui uma ampla gama de tratamentos, de misturas de ervas a acupuntura e Tai Chi.

Foto: EBC

Depois do anúncio do início dos testes da vacina contra o coronavírus no Brasil, a pergunta passou a ser: como será organizada a fila de imunização para um país com cerca de 210 milhões de habitantes? Em qualquer estratégia de vacinação, os grupos mais vulneráveis têm prioridade – ou seja, no caso da COVID-19, os idosos e as pessoas com doenças crônicas – cardiopatas e diabéticos, por exemplo – estariam na frente, acompanhados dos profissionais de saúde, por conta do risco de contágio que vivenciam todos os dias. 

No entanto, definir a ordem da vacinação contra o coronavírus depende de pelo menos três fatores: a eficácia da vacina ou das vacinas que serão adotadas no Brasil, a quantidade de doses que o país terá acesso e a capacidade de produção dos laboratórios nacionais. O pediatra Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, lembra que os estudos de grande escala sobre as imunizações mais promissoras estão começando, e reforça que é cedo para definir uma estratégia de vacinação.

Coordenadora de odontologia do Hospital São Paulo, Denise Abranches foi a primeira brasileira a receber a vacina contra a COVID-19, doença causada pela pandemia do novo coronavírus. Denise possui um diário eletrônico para relatar informações sobre temperatura e sintomas corporais. 

Foto: Xinhua/Li Bo

Mais de 200 cientistas de todo o mundo estão desafiando a visão oficial de como o novo coronavírus se espalha, segundo afirma reportagem do “The Los Angeles Times”. Especialistas afirmam que as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) ignoram evidências crescentes de que partículas conhecidas como aerossóis – versões microscópicas de gotículas respiratórias comuns – podem ficar no ar por longos períodos e flutuar dezenas de metros, tornando perigosos ambientes com ventilação inadequada, ônibus e outros espaços confinados, mesmo quando as pessoas ficam a um metro e meio de distância das outras.

Enquanto nos outros países a taxa de contágio permanece baixa, nos EUA explodiu na segunda quinzena de junho. A curva tem a forma de chifres. As causas são várias e não está claro que peso tem cada uma. Mas o principal é que os norte-americanos perderam o medo do vírus. Estão marcando encontros, saindo, viajando e indo à praia. Faltam algumas semanas para se saber as consequências em hospitalizações e mortes. Enquanto outros países estão bem ou mal, mas pelo menos sabem onde estão, os Estados Unidos estão em terreno desconhecido. O país confirmou 2,8 milhões de casos de COVID-19 desde que o primeiro positivo foi descoberto no final de fevereiro. Cerca de 130 mil pessoas morreram.

Pequenos prazeres, foco na saúde, temor de lugares cheios e muitas lives. A julgar pelo que acontece na China, esses são os eixos do consumo no “novo normal”. Um estudo feito pela consultoria Inovasia com base no mercado pós quarentena do país é “o primeiro a impor medidas de isolamento e o primeiro a afrouxá-las” aponta mudanças profundas de hábito entre consumidores e empresas. 

Com o fim da quarentena, a primeira reação foi sair para consumir: 60% das pessoas saíram para comer, 55% foram ao salão de beleza e 52% compraram aparelhos para se exercitar, segundo a pesquisa. A explicação do fenômeno é o “efeito indulgência”. “O consumidor decide dar um prêmio para si. É uma oportunidade para o varejo explorar”, afirma Felipe Zmoginski, CEO da Inovasia. Ele espera que uma reação semelhante entre os consumidores de renda média e alta no Brasil. “Já vimos a corrida que houve quando Santa Catarina abriu os shoppings, mas obviamente não é um consumo de massa”, diz.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 38 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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