12 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #162

Sete Estados brasileiros sinalizam queda de óbitos por COVID-19, outros oito apresentam tendência de aumento. Brasil não consegue cumprir meta de testagem da população para coronavírus.

Foto de capa: Adnan Abidi

Oito estados e o Distrito Federal apresentam uma tendência de alta nos números diários de mortes registradas pelo novo coronavírus na última quinzena. São eles: Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apesar disso, a pandemia no Brasil se mantém estável, devido às diferenças de cada região. Em queda da mortalidade, por exemplo, há sete unidades federativas. São eles: Acre, Rondônia, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Há também outras 11 estão estáveis: Roraima, Amazonas, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e São Paulo. É o que indica o painel de dados que O GLOBO criou para monitorar o cenário da doença no país.

Brasil não consegue pôr em prática as promessas de testes de coronavírus. A principal delas foi a previsão de ofertar 46 milhões de testes até setembro. Seriam 24 milhões de testes moleculares (que verificam a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias) e 22 milhões de testes rápidos (que verificam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue). Até agora, porém, só 12,3 milhões desse testes foram distribuídos aos estados, abaixo do previsto em cronograma inicial do programa Diagnosticar para Cuidar, que apontava 17 milhões até o fim de maio. Questionado, o Ministério da Saúde não informou o total de testes rápidos aplicados na rede pública. Com a rede particular, diz, chega a 2,6 milhões.

Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Apoio a Cannabis Esperança (Abrace) deu início à primeira etapa de uma pesquisa que vai avaliar o impacto dos canabinoides no tratamento dos sintomas de estresse agudo e crônico em profissionais da saúde que atuam na linha de frente da COVID-19. A entidade, única no Brasil a ter permissão judicial para cultivar cannabis para uso medicinal, vai recrutar 300 médicos e enfermeiros para um estudo clínico com óleo a base de substâncias encontradas na planta. A pesquisa foi validada no final de junho pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e será conduzida por profissionais da UFSC e da Abrace.

Foto: Reuters

Cientistas dos Estados Unidos apontaram para uma possível relação entre a vacina BCG, para a tuberculose, e a redução da mortalidade em pacientes com Covid-19. Um estudo publicado pela revista “PNAS” sugeriu essa relação mas reconheceu que ainda é cedo para afirmar que a vacina protege contra o coronavírus. O artigo analisou dados de países que têm políticas de vacinação mais abrangentes, como o Brasil, por exemplo e comparou com os números de lugares com menor cobertura vacinal, como os EUA.

Foto: Xinhua/Liu Jie

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que a saída oficial dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde é uma medida que prejudica a luta global contra a COVID-19. Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa quando solicitado a comentar um relatório que disse que os Estados Unidos apresentaram na terça-feira formalmente sua notificação de retirada da OMS ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

“A batalha contra a COVID-19 está atualmente em um momento crítico. Apoiar a OMS é apoiar a cooperação antipandêmica global e o ato de salvar vidas”, disse Zhao, acrescentando que a retirada dos EUA da OMS prejudicou o esforço internacional para combater o vírus e afetou negativamente os países em desenvolvimento que precisam de apoio internacional urgente.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 39 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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