15 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #165

Região Sul passa de exemplo para novo epicentro da pandemia no Brasil. Opas afirma que país ainda não alcançou “imunidade de rebanho”.

Foto de capa: Silvio Avila/AFP

Desde o final de maio, a região Sul do Brasil, que até então era referência no controle da epidemia de coronavírus, apresenta aumento exponencial no número de casos e óbitos por COVID-19. Após queda da velocidade de contágio e das mortes no Norte e Sudeste, o Sul já pode ser considerado o novo epicentro da doença no país. O número de infectados no Sul do país aumentou 313% nesta terça-feira, 14/07, em relação ao dia 14/06.

Em coletiva de imprensa, o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Marques Macário, disse estar preocupado com o avanço do vírus na região. “Não há uma única explicação para este fato. Trata-se da combinação de fatores que incluem: sazonalidade do vírus, comportamento da população e adoção de medidas de distanciamento ou flexibilização”.

Foto: Bruno Kelly/ Reuters

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde para as Américas, informou que o Brasil não alcançou a chamada imunidade rebanho contra o coronavírus. Questionado sobre a região de Manaus, Amazonas, uma das mais afetadas em todo o país, o diretor para doenças infecciosas da Opas, Marcos Espinal, comentou um estudo que apontou que a capital tinha 14% de anticorpos na população.

A imunidade de rebanho é um termo utilizado para descrever uma população que, ao atingir um número alto de pessoas resistentes a um vírus (por já terem sido infectadas ou vacinadas), cria um ambiente em que o vírus não consegue encontrar pessoas suscetíveis a serem infectadas.

Foto: Xinhua/Zhang Yuwei

O representante do Fundo das Nações Unidas para a População na China saudou o país por combater o surto de COVID-19, trabalhar com a comunidade global e compartilhar sua experiência. “A China fez grandes esforços para conter o surto de COVID-19 e está atenta ao seu ressurgimento”, disse Babatunde Ahonsi, representante do UNFPA na China, em uma entrevista coletiva realizada em Beijing. O UNFPA prestou assistência ao governo da China na luta contra a epidemia na Província de Hubei, incluindo a oferta de fraldas e absorventes, para garantir a dignidade das mulheres e das trabalhadoras da saúde.

A cidade de Tóquio registrou um aumento significante de casos de infecção pelo novo coronavírus e está em alerta máximo, anunciou hoje a governadora da capital japonesa, Yuriko Koike. 

“Os especialistas acabam de afirmar que a situação das infecções está em um nível 4 em uma escala de 4, o que significa que parecem aumentar”, afirmou Koike durante uma reunião sobre a pandemia.

O alerta “vermelho” na cidade, onde vivem 14 milhões de pessoas, não provocará o fechamento de lojas ou a suspensão de eventos, no momento. Na região metropolitana, o número de habitantes chega a 37 milhões.

A economia da China pode ter voltado a crescer no segundo trimestre. Uma série de indicadores que saem na quinta-feira devem confirmar a tendência de expansão enquanto o país lentamente se recupera da crise causada pelo vírus. A previsão é que o PIB tenha crescido 2,4% nos três meses até junho. O resultado reverteria a queda histórica de 6,8% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

A retomada constante do crescimento da economia chinesa será um sinal para o mundo, ainda mergulhado na pandemia, de que o vírus tem como ser controlado e que a produção pode se recuperar.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 41 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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