21 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #171

Aulas presenciais na rede pública devem ser retomadas até setembro em 9 Estados e no DF.

Foto de capa: Getty

Após o Ministério da Educação divulgar as diretrizes para retomada das aulas presenciais, pelo menos nove estados e o Distrito Federal discutem retomar as aulas na rede pública nos próximos dois meses, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de educação.

Se confirmada as previsões, Tocantins deve ser o primeiro estado a voltar com as aulas presenciais, já no início de agosto. Mas a capital do estado não acompanhará o calendário do governo estadual e já disse que em agosto, as aulas ainda serão remotas. Além dos estados, as prefeituras de oito capitais anunciaram planos independentes de retomada. Entre as capitais, Cuiabá, Curitiba e Macapá planejam a volta para o mês que vem, mas ainda não têm uma data certa.

O presidente do Ibrachina, Thomas Law, participou de um webinar na Educa Week sobre impactos da reabertura das escolas ao redor do mundo, ao lado de George Niaradi, Personalitté d’Avenir de la République Française, e Karina Marsh, professora de Língua Portuguesa. 

Foto: Ronaldo Schemidt

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, informou hoje que a pandemia continua acelerando nas Américas e poucos países conseguiram diminuir a curva de transmissão. Quanto aos países que tiveram pequenos ganhos até o momento em conter o vírus, Etienne destacou o Canadá.

“Enquanto a maioria dos países da América do Norte testemunha um aumento de casos, o Canadá achatou sua curva epidêmica. Países do Caribe implementaram restrições efetivas e controlaram surtos. Como resultado, agora retomam viagens não essenciais”, disse a diretora da Opas.

Foto: CC0 Public Area

O novo coronavírus está crescendo de novo em meia Europa. Nos últimos 14 dias, 28 dos 55 países que compõem o que a OMS chama de Região Europeia registraram um recrudescimento da pandemia, alcançando a soma de três milhões de casos e 207.000 mortes causadas pela covid-19 desde o início da crise. Os dados do Centro Europeu de Controle de Doenças completam a fotografia com os casos por 100 mil habitantes nestas últimas duas semanas.

Desde sábado, as autoridades locais receberam poderes extraordinários do Governo para reagir autonomamente perante possíveis repiques. Poderão proibir concentrações públicas e reuniões privadas com muitas pessoas, fechar locais, edifícios e até espaços ao ar livre.

Foto: Thomas Peter/Reuters

Passageiros de voos com destino à China precisam apresentar exames de covid-19 negativo antes de embarcar, informou hoje a autoridade de aviação do país. O governo estuda como diminuir ainda mais o risco de casos importados do novo coronavírus em meio ao aumento das viagens internacionais. Exames de ácido nucleico precisam ser realizados a cinco dias do embarque, disse a Administração da Aviação Civil (CAAC) da China em seu site, em instalações designadas ou reconhecidas pelas embaixadas chinesas nos países de origem.

Doados pelos Estados Unidos e pela empresa Novartis ao Brasil para combate à covid-19, cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina podem virar gasto extra dos estados na pandemia. A droga precisa ser fracionada e o Ministério da Saúde quer que governadores assumam a despesa – ou seja, o “agrado” do presidente Donald Trump a Jair Bolsonaro acabou por se tornar, na visão de gestores locais, um “presente de grego”.

Como as drogas entraram no País em frascos com 100 comprimidos, será preciso separar a dose exata indicada para pacientes do novo coronavírus – e, além disso, embalar o produto em caixa específica. O medicamento não pode ter contato com o meio externo e o processo precisa ser supervisionado por farmacêuticos. A sugestão para os Estados assumirem custos do fracionamento foi feita em reunião na última sexta-feira pela equipe do ministro interino, Eduardo Pazuello. A ideia desagradou aos secretários estaduais.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 20 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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