26 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #176

TRT suspende retorno às aulas no DF, que aconteceria amanhã. Fiocruz aposta em vacinação contra coronavírus a partir de 2021.

Foto de capa: Feliphe Schiarolli

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) suspendeu o retorno às aulas presenciais na rede privada do Distrito Federal na próxima segunda-feira (27/07). O Governo do Distrito Federal havia definido no início do mês a autorização para a retomada das atividades presenciais das escolas particulares como parte do calendário de reabertura dos setores. Os procuradores lembraram que o Distrito Federal está no pico e com ocupação de leitos acima dos 80% e argumentaram que as escolas deveriam ser os últimos estabelecimentos a abrir em um movimento de reabertura na pandemia.

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.

Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.

Foto: Artyom Geodakyan

Embora pesquisas não apontem benefícios no uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com covid-19, o debate político em torno dos medicamentos coloca médicos na linha de frente do atendimento sob grande pressão. Segundo pesquisa da Associação Paulista de Medicina, 48,9% de quase 2 mil profissionais entrevistados em todo o País relataram pressões de pacientes ou parentes para prescrever remédios sem comprovação científica. Nas redes sociais, também há relatos de intimidação.

Foto: Eduardo Munoz

Um trabalho sobre o coronavírus feito por pesquisadores de 15 instituições brasileiras, entre elas, a Universidade Federal de Uberlândia, e britânicas, como a Universidade de Oxford, foi publicado na revista Science. Segundo os pesquisadores, se trata do maior estudo de vigilância genômica do coronavírus na América Latina, que abordou fatores de transmissão e validou a importância do isolamento social. De acordo com o levantamento, o novo vírus teve mais de 100 introduções diferentes no Brasil, que ocorreram principalmente em cidades que recebem voos internacionais, como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). A maioria (76%) teve origem europeia e passou por uma mutação proteica associada à forma mais grave da Covid-19.

A região italiana da Campânia, ao sul do da Itália, aplicou as primeiras multas de €1.000 (R$ 6.098) para quem não usa máscara de proteção contra a covid-19 em ambientes fechados. Primeiro país atingido pela pandemia na Europa, a Itália registra mais de 35.000 óbitos e mais de 242.000 casos de coronavírus.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 51 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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