6 de agosto de 2020

Observatório do Coronavírus #187

SENAI capacita indústrias nacionais para produção de EPIs contra o coronavírus. Especialistas apontam que Brasil está flexibilizando isolamento social além do recomendado.

Foto de capa: Blake Nissen

Com suas rotinas afetadas pela pandemia de covid-19, 600 indústrias nacionais se candidataram e foram selecionadas para aprender a produzir equipamentos de proteção individual (EPI) contra o novo coronavírus. A consultoria ocorre em um treinamento online, oferecido pelo Edital de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Na semana passada, o Senai anunciou 350 empresas na segunda chamada do projeto, que vai ensinar especificações técnicas e normas que garantam a eficácia de produtos como máscaras, álcool em gel e aventais hospitalares. Elas se juntam às 250 que já haviam sido treinadas a partir da primeira chamada, realizada em junho. Entre as novas selecionadas, há indústrias de 20 estados, e 280 são empresas de micro ou pequeno porte.

O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, conta que empresas de setores com processos produtivos próximos compõem grande parte das selecionadas, como indústrias têxteis e de confecção, que têm maior facilidade de se preparar para produzir máscaras, por exemplo.

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Mais cinco centros de pesquisa do país vão dar início ainda esta semana a testes com a vacina chinesa CoronaVac, da farmacêutica Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. As vacinas começaram a ser aplicadas em profissionais da saúde na Universidade de Brasília (UnB) e, nesta quinta-feira, no Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas (SP). Ainda nesta semana, os testes serão no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), e no sábado será vez do Hospital São Lucas, da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Foto: Sergio Moraes

Especialistas de todo o mundo apontam que um risco da flexibilização é o fato de que muitas pessoas podem pensar que a situação da pandemia está contornada. Enquanto o Brasil enfrenta média diária de mais de mil mortes por covid-19 e tem sucessivos recordes de novas infecções pelo novo coronavírus, diversas regiões flexibilizaram a quarentena. Cenas de bares e restaurantes lotados, praias cheias e lojas com muitos clientes se tornaram comuns nas últimas semanas.

A flexibilização do isolamento social no país não se restringe às cidades que atualmente têm queda de casos de covid-19 ou apresentam números estáveis, como São Paulo (SP) e Manaus (AM). Ela também ocorre em municípios com crescimento de números de mortes e novas infecções pelo novo coronavírus, como cidades do interior.

Foto: Fabrizio Bensch

A Alemanha registrou hoje o maior número de infecções diárias por coronavírus em três meses. Foram 1.045 novos casos em 24 horas, o que elevou a preocupação de que o país possa já estar passando por uma segunda onda da epidemia e de que o governo seja forçado a impor novamente restrições de movimentação.

O ministro demonstrou especial preocupação com as famílias que estão retornando de viagem – grande parte da Alemanha se encontra no momento em férias de verão. Isso, afirmou, pode elevar ainda mais o número de casos. Festas familiares e desrespeito ao distanciamento no ambiente de trabalho também foram apontados pelo ministro como fatores perigosos para o renascimento da epidemia na Alemanha.

Foto: China Daily

Um laboratório de produção de vacinas inativadas contra a COVID-19 em Beijing passou pela inspeção de biossegurança e está qualificado para a operação, segundo o China National Biotec Group (CNBG). A construção da fábrica foi completada em abril com o apoio do governo municipal de Beijing, revelou o CNBG. As autoridades estatais organizaram a inspeção de biossegurança em julho e concluíram que a infraestrutura cumpre com os padrões nacionais e pode ser usada para a produção em grande escala de vacinas contra a COVID-19.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 57 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

FAKE NEWS

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