16 de agosto de 2020

Observatório do Coronavírus #197

Pesquisadores brasileiros se mobilizam para encontrar soluções para a COVID-19. Pandemia impulsionou aprimoramento de práticas hospitalares para aumentar taxa de cura.

Foto de capa: Lucas Landau

Enquanto milhões de brasileiros acompanham com apreensão o  avanço dos números da COVID-19, em laboratórios de todo o mundo, um contingente de cientistas trabalha de forma incessante em busca de mecanismos para prevenir ou conter a doença.

Assim como em diversos países, em universidades e centros de estudos brasileiros, em meio a tubos de ensaio e algoritmos computacionais, professores e pesquisadores tentam desenvolver soluções para enfrentar o novo coronavírus e seus efeitos.

As frentes de atuação são múltiplas: vão desde a busca e os testes com vacinas e medicamentos, passam por sistemas de checagem da temperatura corporal e chegam à construção de equipamentos hospitalares para pacientes graves.

Foto: Sergio Lima

Embora ainda existam muitas dúvidas sobre o coronavírus, médicos que trabalham no enfrentamento da covid-19 dizem que o avanço em relação ao tratamento dos pacientes até aqui já reduz parte das mortes e internações, ao dar um caminho mais claro de como efeitos da doença, como inflamações, podem ser combatidos.

Essa evolução está no aprimoramento de práticas dentro de hospitais, como mudar a posição dos pacientes para melhorar oxigenação (evitando até a intubação de alguns deles), além do uso de remédios para combater efeitos da doença em casos indicados, como a dexametasona (que combate uma reação desproporcional do sistema imunológico que mata alguns pacientes).

Entre os principais avanços no tratamento da covid-19 apontados por médicos que atuam no Brasil estão a pronação, técnica antiga de virar o paciente de bruços para aumentar a quantidade de oxigênio que entra nos pulmões, a avaliação e a possível internação precoce, que aumentam as chances de cura, o estudo de medicamentos contra os sintomas da doença, e a importância da quantidade e da qualidade dos profissionais de saúde como fator essencial no combate ao coronavírus.

Foto: Reuters

A pandemia demonstrou quanto os recentes recursos médicos, sobretudo os que se baseiam na robótica, são ferramentas úteis para lidar com uma doença altamente contagiosa e que põe em risco a integridade de médicos, enfermeiros e outros profissionais que atuam no front dessa guerra.

No Brasil, o Hospital das Clínicas da USP utilizou três máquinas que se dedicam à triagem de pacientes do grupo de risco. Por meio das câmeras dos robôs e de sensores especiais, esses dispositivos são capazes de checar batimentos e enviar relatórios sobre as condições do doente. Mais que isso, em alguns casos eles fazem perguntas ao paciente e interagem com ele, dando-lhe o conforto de uma boa companhia.

Certos robôs têm a capacidade até de executar tarefas de modo mais eficiente que qualquer ser humano. Na limpeza dos leitos, hospitais americanos estão empregando modelos que usam luz ultravioleta para destruir 99% das bactérias e vírus, danificando seu material genético, para que não consigam se multiplicar. Na China, pequenos tanques-robôs percorrem bairros de Wuhan, higienizando com detergente áreas contaminadas.

Foto: Davi Pina Barros

Em meio a testes e a uma corrida para a produção de vacinas contra o coronavírus, 9 em 10 brasileiros dizem que pretendem ser imunizados assim que o produto estiver disponível.

Segundo pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 11 e 12 de agosto, 9% dos entrevistados afirmaram que não tomariam uma vacina fabricada para deter a doença, 89% disseram que sim e 3% não souberam opinar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Hoje há mais de uma centena de projetos em andamento para produção de vacinas contra a Covid-19 no mundo. Pelo menos 29 desses estão na etapa de testes, sendo que 6 na chamada fase 3, último estágio antes da aprovação.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 41 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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Diariamente, o Observatório do Coronavírus publica esclarecimentos sobre as mais recentes fake news divulgadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Confira:

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