19 de agosto de 2020

Observatório do Coronavírus #200

SP decretará volta às aulas a partir de 7 de outubro. Diretor do Instituto Butantan afirma que casos de COVID-19 serão registrados no Brasil até 2021.

Foto de capa: GlobalDev GDN

O governo de São Paulo anunciou hoje que definirá “critérios objetivos” para a volta opcional às aulas. Segundo o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, as normas serão explicadas em decreto a ser publicado ainda nesta semana. O decreto, no entanto, dará autonomia às prefeituras para, junto com as Vigilâncias Sanitárias locais, determinar normas locais mais restritivas caso se mostrem necessárias. Desta forma, embora o governo paulista possibilite inicialmente a volta às aulas a partir de 7 de outubro, os municípios podem adiar esta volta.

Foto: Adriano Machado/Reuters

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse na manhã desta quarta-feira (19), que casos ativos de Covid-19 devem ser registrados no Brasil até 2021. Covas também acredita que uma vez liberada a vacina, o programa nacional irá aplicar metodologia similar à da imunização contra a gripe e deverá, ao menos inicialmente, excluir quem já teve a doença ou contato com o vírus.

O Instituto Butantan é parceiro de um laboratório para a produção da Coronavac, vacina chinesa contra o coronavírus que está em fase final de testes. A previsão é a de que o instituto receba, até o final do ano, 15 milhões de doses. Além das doses já prontas, o Instituto também receberá material para poder dar início ao processo de produção da vacina localmente. Covas acredita que, com as doses suficientes, a campanha de vacinação possa ser concluída até a metade do próximo ano.

Foto: Ricardo Franco/EPA-EFE

Uma equipe médica partiu na manhã desta quarta-feira da Província de Anhui, no leste da China, para ajudar na luta contra a COVID-19 no Sudão do Sul e na República da Guiné. A equipe é composta por oito especialistas nas áreas de prevenção e tratamento de doenças infecciosas, tratamento de doenças respiratórias, cuidados intensivos e enfermagem. Eles ficarão nos dois países por cerca de 20 dias para ajudar no combate à epidemia. A oitava equipe de médicos chineses para realizar uma missão de assistência médica de um ano no Sudão do Sul também partiu de Anhui no mesmo dia.

Foto: Dan Himbrechts via Reuters

O governo da Austrália tornará obrigatória a vacina contra o novo coronavírus, com algumas exceções médicas, afirmou o primeiro-ministro Scott Morrison nesta quarta-feira (19).O chefe de Governo conservador declarou que a vacinação “seria obrigatória, na medida do que pode ser obrigatório”.

“Sempre há exceções à vacina, por razões médicas, mas deve ser a única”, declarou Morrison à rádio 3AW de Melbourne. O primeiro-ministro anunciou na terça-feira que o país fechou um acordo para obter a vacina “promissora” que está sendo desenvolvida pelo grupo farmacêutico sueco-britânico AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido. Morrison disse que o país produzirá e distribuirá gratuitamente vacina à população.

O Uruguai vai reabrir suas fronteiras para turistas da União Europeia (UE), mas ainda não definiu uma data, informou nesta terça-feira (18) o ministro do Turismo, Germán Cardoso. O Uruguai mantém suas fronteiras fechadas desde março, quando detectou os primeiros casos de coronavírus. Atualmente, apenas nacionais, estrangeiros residentes ou membros de corpos diplomáticos podem entrar no país, entre outras exceções. Também é possível a entrada, caso a caso, por razões humanitárias, reunião familiar ou motivos de trabalho.

O ministro destacou que até agora “praticamente não houve linha de contágio” entre quem chega pela Iberia e Air Europa, companhias aéreas que retomaram voos comerciais entre Montevidéu e Madri, já que a UE incluiu o Uruguai na lista dos países cujos viajantes têm entrada permitida.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 47 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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