21 de agosto de 2020

Observatório do Coronavírus #202

Capital paulista espera reabrir cinemas e teatros no fim de setembro. Transmissão da COVID-19 em presídios brasileiros continua alta.

Foto de capa: STR/AFP

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, espera que a capital possa entrar na fase verde do plano gradual de reabertura das atividades econômicas no fim de setembro ou no começo de outubro, caso a pandemia de covid-19 siga em desaceleração na cidade. A etapa prevê a reabertura de atividades culturais, como cinemas e teatros. A declaração foi feita em entrevista concedida hoje à “Rádio Gaúcha”.

O político explicou que atualmente a capital está na fase amarela da retomada e que a reabertura de academias, bares, restaurantes e shoppings não resultou em um aumento no número de casos de covid-19 na cidade. Segundo o prefeito, a pandemia está em redução no município há 10 semanas.

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Desde que foi detectado o primeiro caso da COVID-19 em um presídio no Rio de Janeiro, em abril, o vírus se alastrou rapidamente entre os mais de 748.000 presos no país – a terceira maior população carcerária no mundo. As visitas e os transportes, por sua vez, tinham sido suspensos no final de março. A superpopulação carcerária – que chega a 300%, em celas com péssima ventilação e iluminação – soma-se ao racionamento de água e a uma alimentação precária. Condições que tornam quase impossível evitar a propagação e contaminação pelo vírus. Mais de 17.300 presos estão infectados (2,3% do total de detentos) e quase cem morreram em decorrência do novo coronavírus, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Foto: Xinhua/Xiong Qi

Órgão responsável pelas diretrizes da saúde pública da China, a Comissão Nacional de Saúde divulgou novas diretrizes para o tratamento de pacientes com Covid-19. Entre as medidas recomendadas, está o uso da cloroquina, medicamento que combate à malária, mas recebeu forte resistência da imprensa, pela falta de comprovação científica irrefutável da eficácia do remédio contra o SARS Cov-2. É a primeira vez que a China, país onde se iniciou a pandemia do novo coronavírus, muda oficialmente o “guia” que cria a política de tratamento da doença desde o dia 3 de março.

Foto: EPA-EFE

Autoridades de saúde da capital chinesa Pequim dispensaram os moradores da exigência de uso de máscaras fora de casa, relaxando ainda mais as regras concebidas para evitar a disseminação do novo coronavírus depois de a cidade relatar 13 dias consecutivos sem casos novos. Apesar das diretrizes mais frouxas, uma proporção grande de pessoas continuava usando máscaras em Pequim nesta sexta-feira. Algumas disseram que as máscaras as fazem se sentir seguras, e outras disseram que as pressões sociais para as usar também são um fator.

A Itália registrou mais de 800 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, o maior número desde 23 de maio, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Saúde. O professor Massimo Galli, diretor do departamento de doenças infecciosas do prestigioso hospital Sacco de Milão alerta que o aumento dos casos se deve em parte ao fato de “o fim do confinamento ter dado origem a uma excessiva sensação de falsa segurança”, bem como às viagens de turismo por conta do verão, razão pela qual ele atenta “seja cuidadoso”.

Ao contrário da primeira onda de março, que afetou as regiões do Norte, obrigando o governo a ordenar o bloqueio de todo o país por mais de dois meses, desta vez os infectados se espalham por todo o território nacional, o que é particularmente preocupante.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 45 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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