1 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #213

Cientistas canadenses pesquisam efeitos anti-inflamatórios do açaí para tratamento de sintomas da COVID-19. Taxa de transmissão no Brasil volta a cair.

Foto de capa: Xinhua

Pesquisadores do Canadá estão estudando o fruto do açaí em busca de um tratamento para os sintomas mais graves do novo coronavírus, anunciou um deles nesta segunda-feira (31). “Os frutos do açaí são baratos e estão disponíveis para todos, são seguros, então vale a pena tentar”, disse Michael Farkouh, da Universidade de Toronto.

Farkouh junto com sua colega Ana Andreazza, que há cinco anos examina o efeito do açaí sobre a resposta inflamatória, decidiu testar sua eficácia contra a covid-19. Pesquisas anteriores já mostraram que o extrato do fruto desta palmeira nativa da América Central e da América do Sul pode reduzir a inflamação. À medida que a pandemia se espalha pelo mundo, os especialistas observam que o vírus pode causar inflamação aguda e levar a complicações de saúde.

A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus no Brasil caiu de 1 para 0,94, o menor índice desde abril, mostra relatório semana do Imperial College London. O número reforça a tendência de estabilização da pandemia. Segundo o relatório, os dados levam em conta a média das estimativas de mortes na comparação das duas semanas. O relatório do Imperial College London pondera que os números sobre o Brasil vêm passando por mudanças na maneira de divulgação e que, portanto, os resultados precisam ser interpretados com cautela.

Foto: Fabio Motta

O Rio de Janeiro retornou, no primeiro minuto de hoje, ao estágio de atenção, depois de quase cinco meses no estágio de alerta. A cidade havia entrado em estágio de alerta em 16 de março, devido ao aumento de casos de covid-19. O Rio tem um sistema de cinco estágios de vigilância que podem ser usados tanto para eventos meteorológicos quanto para situações de crise, que vão do estágio de normalidade (quando não há ocorrências que afetem o cotidiano) até o estágio de crise (quando há uma ocorrência muito grave ou de grandes proporções), passando pelos estágios de mobilização (segundo menos grave), atenção e alerta (segundo mais grave). De acordo com as regras, com a mudança do estágio, os cidadãos devem continuar usando máscaras e evitando aglomerações.

Quase 1,4 milhão de estudantes retornaram às aulas nesta terça-feira em cerca de 2,8 mil jardins de infância e escolas dos ensinos básico e fundamental em Wuhan. As escolas de todo o país – fechadas no fim de janeiro por causa da pandemia – voltaram a abrir de forma gradual. Porém, em Wuhan, as escolas de ensino básico e fundamental ficaram fechadas por sete meses. Apenas as escolas de ensino médio da cidade tinham retomado as atividades em maio.

Hong Kong iniciou uma campanha de detecção do novo coronavírus gratuita e voluntária. Desde a abertura das inscrições no sábado, mais de 510.000 pessoas se registraram, o que representa quase 7% dos 7,5 milhões de habitantes de Hong Kong. Mais da metade dos 141 pontos de exame espalhados por toda cidade, sobretudo nas escolas e arenas esportivas, estava com agenda lotada nesta terça-feira, primeiro dia de atividade.

As autoridades de saúde esperam detectar os pacientes assintomáticos com o objetivo de terminar com uma terceira onda da epidemia, que obrigou a cidade a impor drásticas restrições há algumas semanas. Especialistas da área de saúde que aconselham o governo advertiram que cinco milhões de pessoas precisam fazer o teste para que a cidade tenha condições de controlar as transmissões comunitárias ocultas e frear a terceira onda de contágios.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 45 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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