2 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #214

Ministério da Saúde retira COVID-19 da lista de doenças relacionadas ao trabalho. Senado aprova utilização de recursos federais para volta às aulas.

Foto de capa: Reprodução

O Ministério da Saúde anulou hoje uma portaria que havia sido publicada no dia anterior e incluía a Covid-19 na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). Essa mudança poderia garantir estabilidade de um ano no emprego ao trabalhador, caso ele contraísse covid-19 no serviço.

A medida estava em uma portaria publicada ontem, que foi invalidada por outra portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta. Na portaria de ontem, a covid-19 aparecia classificada como pertencente ao grupo “Doenças Relacionadas ao Trabalho com respectivos Agentes e/ou Fatores de Risco”, devido à possível exposição ao vírus em atividades de trabalho.

Foto: Tácio Melo/Secom

O Senado aprovou por unanimidade um projeto que autoriza estados, Distrito Federal e municípios a utilizarem recursos federais em ações preventivas e de preparação do retorno às aulas presenciais na rede pública. O projeto, de autoria da senadora Kátia Abreu e relatado por Fabiano Contarato, segue para análise da Câmara dos Deputados.

Segundo a proposta, as ações serão financiadas com recursos previstos:

  •         no chamado “orçamento de guerra” de enfrentamento à pandemia;
  •         no orçamento do Ministério da Educação definido por lei;
  •         em outros repasses a estados e municípios, desde que seja respeitada lei que trata do mínimo de aplicação em serviços de saúde.
Foto: Alexander Zemlianichenko Jr

Cientistas russos disseram que o tratamento da China contra a COVID-19 usando tecnologias celulares parece promissor, informou a agência de notícias russa Sputnik.

Acadêmicos do Centro Clínico de Saúde Pública de Shanghai e do Hospital Jinyintan de Wuhan planejam lançar testes clínicos com produtos de secreção de células-tronco, ou exossomos. “O método proposto por especialistas chineses supostamente usa exossomos de tecido adiposo de MSCs. A pesquisa continua e a própria ideia é promissora”, disse Alexey Lyundup, diretor executivo da Associação de Fabricantes de Produtos de Células Biomédicas.

Foto: Reuters

A Comissão Nacional de Saúde da China relatou que há 17 dias não ocorrem transmissões locais. A entidade também disse que os chamados “casos importados” – referentes às pessoas que contraíram o vírus em outros países foram diagnosticados na cidade de Xangai e nas províncias de Guangzhou, Liaoning e Sichuan. Segundo as autoridades, o número de pessoas na China atualmente infectadas pelo novo coronavírus é de 198, das quais três estão internadas em estado grave.

Foto: Sarah Blesener/NYT

A cidade de Nova York, a única grande metrópole dos Estados Unidos que planeja uma volta presencial às aulas, adiará a data de retorno para 21 de setembro para implementar medidas adicionais contra o coronavírus exigidas pelos professores, que ameaçaram entrar em greve. O reinício aconteceria, inicialmente, a partir dia 10 de setembro. O plano é uma combinação de aulas presenciais e online. O prefeito Bill de Blasio afirmou que as aulas presenciais acontecerão duas ou três vezes por semana, a partir do dia 21 de setembro.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 42 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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