3 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #215

Chile recebe equipe de cientistas chineses para testes com vacina contra coronavírus. Ministério da Saúde incentivará imunização, que não será obrigatória no Brasil.

Foto de capa: Instituto Butantan

Uma missão científica chinesa chegou a Lima trazendo um lote de vacinas contra a COVID-19 que, em fase de testes, será administrada em 6.000 voluntários peruanos a partir da próxima semana, informou o governo. 

O ministro das Relações Exteriores do Peru, Mario López, a ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, e a embaixadora da China em Lima, Liang Yu, receberam no aeroporto a equipe que vai coordenar os testes clínicos da vacina, elaborada pelo grupo chinês Sinopharm.

Os seis mil voluntários, entre 18 e 75 anos que não contraíram o novo coronavírus, são recrutados pelas universidades Cayetano Heredia e San Marcos, que apoiam pesquisas chinesas no Peru. Segundo os pesquisadores peruanos responsáveis pelos ensaios clínicos, duas cepas do vírus e um placebo serão inoculados aleatoriamente nos voluntários.

Foto: Tânia Rego

O secretário-executivo, Élcio Franco, disse que o Ministério da Saúde irá incentivar a vacinação para imunização da população contra a Covid-19, apesar de não ser obrigatória, durante coletiva realizada na noite de hoje.

“A vacinação é uma das principais medidas de prevenção para uma série de doença. Ela tem importância ímpar na imunização ou até mesmo na redução de doenças”, disse ele, lembrando que o país possui um dos melhores programas de vacinação do mundo, com cerca de 300 milhões de doses anualmente. Ainda durante a coletiva, Franco voltou a dizer que o Brasil só irá receber o primeiro lote da vacina em dezembro, e a imunização em janeiro, caso tudo dê certo.

Foto: Reuters

O Estado de São Paulo apresentou uma redução de 14% no número de mortes por coronavírus em agosto em comparação ao mês de julho, conforme anunciou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, em coletiva de imprensa. “É o primeiro mês com registro de queda desde o início da pandemia”, destacou. “E os dados de hoje mantém essa tendência.”

A projeção é que os números alcancem entre 900 mil e 1 milhão de casos ainda na primeira quinzena de setembro, enquanto o número de mortes no mesmo período é estimado entre 33 mil e 38 mil. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,8% do total.

Foto: Reprodução

Pacientes adultos internados com quadro grave de coronavírus que receberam corticóide ficaram 2,6 dias a menos no respirador mecânico que os pacientes que não receberam a droga. A conclusão é de um estudo brasileiro publicado nesta quarta-feira (2) na revista científica “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

Segundo os pesquisadores, o corticóide foi capaz de recuperar mais rapidamente o pulmão dos pacientes, diminuindo a permanência deles na ventilação mecânica e, consequentemente, diminuindo as chances de complicações da doença. Os resultados demonstraram, em linhas gerais, que a administração de corticoides reduz a mortalidade em pacientes graves com coronavírus.

Foto: Laurent Cipriani

A gigante farmacêutica francesa Sanofi disse nesta quinta-feira (3) que iniciaria testes em humanos da vacina potencial contra o coronavírus, desenvolvida com a empresa britânica GSK, após testes preliminares com resultados promissores.

A vacina à base de proteína, de propriedade da Sanofi e usada para tratar a gripe, foi combinada com um complemento desenvolvido pela GSK, conhecido como adjuvante, que aumenta a resposta imunológica do receptor.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 46 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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