18 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #222

Anvisa autoriza ampliação de testes clínicos de vacina contra coronavírus. Ministério da Economia zera tarifa de importação imunizantes contra COVID-19.

Foto de capa: Zhang Yuwei/Xinhua

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (18), que mais 1 mil voluntários participem da fase 3 do estudo clínico da vacina da farmacêutica Pfizer no Brasil. Com isso, o país terá 2 mil voluntários na última etapa de testes do imunizante contra a Covid-19.

O perfil dos voluntários continua o mesmo, mas a faixa etária foi ampliada – a idade mínima passa de 18 anos para 16 anos. Os centros de testagem serão mantidos na Bahia e em São Paulo. Os testes da vacina da Pfizer contra a Covid são desenvolvidos por pesquisadores de laboratórios dos Estados Unidos e da Alemanha. Os estudos estão na fase 3, a última etapa.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia decidiu incluir as vacinas contra a Covid-19 e os insumos para fabricação das vacinas na lista de produtos com tarifa de importação zerada. A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União” e vale até o fim de outubro, mas pode ser renovada.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o instituto receberá ainda neste ano 15 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac.

O Brasil solicitou à Aliança Global de Vacinação (Gavi, na sigla em inglês) uma extensão no prazo para formalizar seu envolvimento na iniciativa Covax Facility, programa mundial para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, informou ontem o governo federal. Segundo um comunicado divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), o país estuda “criteriosamente” a participação na Covax e “segue em tratativas” com a Gavi. O prazo original para a inscrição no programa vai até a meia-noite de sexta-feira (18).

Foto: Hospital Albert Einstein/Divulgação

Um estudo que está sendo realizado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, busca identificar como a falta de vitamina D pode prolongar o tempo de internação, apresentar complicações e aumentar taxas de mortalidade entre idosos com o coronavírus.

O experimento está em andamento com cerca de 140 pacientes acima de 60 anos que têm analisado seus níveis da vitamina. Segundo o geriatra Alberto Frisoli, líder da pesquisa e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é comum que pacientes com mais de 60 anos apresentem deficiência de D e síndrome de fragilidade – caracterizada por sinais de fadiga, perda de peso e fraqueza. No entanto, não se sabe ainda como isso pode contribuir para complicações em infectados com o vírus Sars-Cov-2.

Foto: Tim Ireland/Xinhua

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse nesta sexta-feira que o novo coronavírus está em aceleração em todo o Reino Unido, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias. No entanto, ele não confirmou se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês. O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes provocadas pelo coronavírus do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 36 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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