21 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #223

São Paulo anuncia recebimento de 5 milhões de doses da vacina contra o coronavírus em outubro. Depois de 40 dias de retorno às aulas, Manaus não registra aumento de casos entre estudantes.

Foto de capa: Xinhua

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou ontem (20) que o estado vai receber 5 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan já no mês de outubro. O acordo com o laboratório chinês prevê o envio de doses prontas ou semi-prontas da CoronaVac fabricadas na China. Até esta segunda, o governo estadual afirmava que seriam 45 milhões doses ainda neste ano. Neste domingo, Doria disse, pelas redes sociais, que o total de doses será de 46 milhões apenas em 2020.

Foto: Xinhua/Ju Huanzong

Seis meses após a suspensão das atividades presenciais, o debate sobre a reabertura das escolas ganha ainda mais força. Os argumentos sobre o momento certo para a volta às aulas envolvem tanto questões de saúde (como um possível aumento de casos de Covid-19 na população em geral) como prejuízos sociais de manter as crianças afastadas das salas de aula por tanto tempo.

As desigualdades sociais tornam o debate ainda mais complexo. Quatro a cada dez escolas do país já não tinham estrutura para lavagem das mãos antes da pandemia, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dados do Censo Escolar 2018 apontam que 26% das escolas brasileiras não recebem abastecimento público de água, e quase metade (49%) não têm acesso à rede pública de esgoto.

No Brasil, Manaus está próxima de completar 40 dias de reabertura das escolas – a primeira capital a retomar aulas na rede estadual. Não há registro de alunos que morreram por causa do coronavírus ou de contaminação entre estudantes desde então. O governo amazonense disse na última quinta que, na população em geral, ocorreu um aumento de internações por Covid, mas que não prevê uma segunda onda da doença no estado.

Foto: Xinhua/Shen Bohan

Um importante especialista chinês disse que uma segunda onda de coronavírus na China será “inevitável” e deu a situação atual na Europa como exemplo, relata o jornal de Xangai, The Paper. Zhang Wenhong, diretor do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Huashan (Xangai), explicou em um discurso em um fórum que infelizmente é possível que haja uma segunda onda de infecções na China.

Suas palavras contradizem as de um consultor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças da China, Wu Guizhen, que disse na semana passada que os cidadãos chineses poderiam começar a ser vacinados contra o coronavírus em novembro ou dezembro, enquanto os testes clínicos estavam sendo realizados sem problemas.

Foto: Xinhua/Bi Xiaoyang

O Taj Mahal, monumento emblemático da Índia, reabriu suas portas nesta segunda-feira (21) após seis meses de fechamento em razão do coronavírus, em um país que busca recuperar uma certa normalidade apesar do aumento das infecções. A Índia, com 1,3 bilhão de habitantes, registrou mais de 5,4 milhões de casos de coronavírus até o momento, tornando-se o segundo país mais atingido pela doença, depois dos Estados Unidos.

Depois do confinamento nacional, decretado no final de março e relaxado a partir de junho, o primeiro-ministro Narendra Modi não quer impor restrições estritas novamente, como outros países estão fazendo. Em uma tentativa de estimular a economia, o governo indiano está gradualmente retirando as limitações de voos, trens, mercados e restaurantes.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 16 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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