19 de outubro de 2020

Observatório do Coronavírus #235

Instituto Butantan defende vacina chinesa contra COVID-19 e garante que é a mais segura entre as que estão em desenvolvimento.

Foto de capa: Xinhua

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse hoje que a Coronavac é a vacina contra o coronavírus mais segura das que estão em desenvolvimento, e afirmou que a eficácia do imunizante deve ser comprovada até dezembro. A vacina é desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Butantan.

“É uma vacina muito segura, isso já é esperado pela própria tecnologia envolvida nessa vacina. Na realidade, neste momento, é a vacina que tem o perfil de segurança melhor entre todas as vacinas que estão sendo testadas”, afirmou Dimas Covas em entrevista à GloboNews nesta manhã.

O cientista Miguel Nicolelis usou suas redes sociais neste domingo para alertar que o Brasil deve se preparar contra uma segunda onda do COVID-19 no País. Ele teme que o aumento de casos da doença que vem ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos atinja também o Brasil, onde a média de casos tem baixado nas últimas semanas.

 “O Brasil precisa se preparar já para a segunda onda da COVID-19. É preciso organizar-se a nível nacional: formar, treinar e equipar Brigadas Emergenciais de Saúde em todo o País, aumentar testagem, estocar medicamentos, equipamentos de proteção, aumentar adesão ao App Monitora COVID19. Complacência não”, escreveu Nicolelis. O cientista também defendeu que o espaço aéreo brasileiro seja novamente fechado para voos internacionais.

O crescimento da China acelerou no terceiro trimestre do ano, enquanto a maioria das principais economias do mundo sofrem as consequências da pandemia de Covid-19, de acordo com dados oficiais publicados nesta segunda-feira 19.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês subiu 4,9% em ritmo anual no terceiro trimestre, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Apesar de recebido com cautela, o índice oficial do PIB sempre é examinado de perto pelo peso do país na economia mundial.

A China, onde o vírus surgiu em dezembro, antes da propagação por todo o mundo, parece ser um termômetro da recuperação prevista da economia mundial. Nos próximos meses, a economia chinesa “continuará recuperando impulso”, em particular graças ao consumo interno e a temporada de férias, favorável às exportações, segundo o analista Rajiv Biswas do IHS Markit.

Mais da metade da população da Inglaterra, cerca de 28 milhões de habitantes, vive desde o último sábado (17) sob novas restrições para impedir a disseminação do novo coronavírus. Reuniões entre familiares e amigos que moram em casas diferentes estão proibidas em Londres e outras partes da Inglaterra. Pessoas de diferentes famílias só podem se encontrar em parques ou praias.

Na região de Lancashire (noroeste), a segunda depois de Liverpool a ser classificada no nível de alerta “muito alto”, os bares que não servem comida estão fechados, e as reuniões privadas estão severamente limitadas.

A capital britânica e estas áreas juntam-se assim a outras regiões que já estavam sujeitas a este tipo de restrições após terem sido classificadas pelas autoridades como “alto nível de circulação de vírus”, segunda etapa de um sistema de alerta que tem três níveis.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 11 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

FAKE NEWS

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