21 de outubro de 2020

Observatório do Coronavírus #236

Presidente nega compra de Coronavac

Foto de capa: Xinhua/Xiao Yijiu

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje, em sua página no Facebook que o Brasil não irá comprar “a vacina da China”. Ontem, o Ministério da Saúde havia anunciado a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. A empresa tem um acordo com o governo de São Paulo para fornecimento da vacina pronta e, também, para a transferência da tecnologia de produção para o Instituto Butantan.

Nesta quarta, após o post de Bolsonaro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que “não há intenção de compra de vacinas chinesas” contra a Covid-19. “Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19”, completou.

O número de mortes de brasileiros por Covid-19 tem caído mas, em outubro, estima-se mais óbitos no Brasil – que possui 212 milhões de habitantes – do que na União Europeia, que tem 447 milhões de habitantes, conta com uma população mais velha e enfrenta uma segunda onda da pandemia.

Considerado os dados dos países da União Europeia, do Brasil e do Reino Unido, um levantamento do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) aponta que o Brasil é o terceiro com o maior número de mortes por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas.

O Brasil fez 11,5% menos testes diagnósticos de Covid-19 em setembro do que em agosto, apontam dados preliminares do Ministério da Saúde: foram aproximadamente 945 mil testes do tipo PCR realizados no mês passado contra mais de 1 milhão em agosto.

Os dados ainda podem mudar devido ao tempo de atualização dos resultados. O período entre agosto e setembro é, entretanto, o primeiro a registrar queda na quantidade de testes feitos desde o início da pandemia.

Os testes do tipo PCR, também conhecidos como testes moleculares, são aqueles que detectam o genoma do vírus (o RNA viral) na amostra – ele é considerado o “padrão ouro” e serve para o diagnóstico de fato, porque, se o genoma do vírus é encontrado na amostra, a pessoa está infectada.

A Comissão Nacional de Saúde da China afirmou na última terça-feira (20) que o país ainda está sob “enorme pressão” com os riscos de casos importados da Covid-19 e, por essa razão, tem vacinado centenas de milhares de pessoas com fórmulas experimentais contra o novo coronavírus sob aprovação emergencial. O diretor do Centro de Desenvolvimento para Ciências Médicas da pasta, Zheng Zhongwei, afirma que a medida tem a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue deliberações rigorosas de especialistas em imunizações e ética em saúde.

Zhongwei, no entanto, não detalhou quantas pessoas já foram imunizadas na nação asiática. Ao todo, três imunizantes receberam autorização emergencial da comissão: dois produzidos pela China National Biotec Group Co., subsidiária da estatal Sinopharm, e a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac Biotech e testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. Todas ainda estão na fase de testes clínicos para atestar não apenas a eficácia contra o Sars-CoV-2, como também sua segurança.

O governo irlandês decretou ontem um novo bloqueio nacional, que obriga os cidadãos a permanecerem em casa, na tentativa de conter a propagação do novo coronavírus. Com isso, a Irlanda se tornou o primeiro país da União Europeia a retomar o lockdown diante da segunda onda da covid-19 no continente. Em pronunciamento televisivo, o primeiro-ministro da Irlanda, Micheal Martin, informou que bares, restaurantes e comércios não essenciais fecharão suas portas por pelo menos seis semanas. Os estabelecimentos só poderão fazer venda para viagem.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 23 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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