23 de outubro de 2020

Observatório do Coronavírus #237

OMS defende priorização de vacinas contra a COVID-19 com base em critérios científicos

Foto de capa: Xinhua

A porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, afirmou nesta sexta-feira (23) que a entidade escolhe as vacinas que apoia com base em critérios científicos, e não pela nacionalidade da empresa que as desenvolvem. A declaração foi dada após Margaret ser questionada sobre a decisão de Jair Bolsonaro de não comprar vacinas chinesas.

Na última terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou um protocolo de intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. No dia seguinte (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ordenou o cancelamento do acordo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou hoje que defende a distribuição da CoronaVac, para todos os brasileiros se ela for aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Maia participou de coletiva ao lado do governador de São Paulo, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes.

O deputado disse que o momento é de diálogo entre todas as partes e informou que recebeu contatos de outros deputados que apoiam a distribuição nacional do imunizante. Doria, no final da coletiva, afirmou que está “aberto ao diálogo”.

O governo da China informou hoje que 2 frigoríficos brasileiros estão novamente autorizados a exportar carnes para o país. As unidades haviam sido suspensas entre junho e julho deste ano. Essas unidades faziam parte de uma lista de 7 unidades que estavam suspensas pelos chineses por conta de preocupações com a Covid-19 entre trabalhadores desse setor.

As suspensões das unidades ocorreram em um momento em que os chineses demonstravam preocupações com casos de Covid-19 entre funcionários desse setor. O governo da China chegou a pedir que as empresas garantissem carnes livres do novo coronavírus.

O número de casos novos de Covid-19 relatados ontem nos Estados Unidos foi o segundo maior já registrado e ocorre pouco depois de um pico no verão, enquanto a disseminação do novo coronavírus se acelera em quase todas as regiões do país. Casos, hospitalizações e mortes estão aumentando agora que o clima mais frio se instaura sobre a maior parte do país. 

O doutor Jeff Pothof, especialista em medicina de emergência do setor de saúde da Universidade do Wisconsin em Madison, expressou preocupação com a falta de obediência a medidas de saúde pública no Estado, onde alguns grupos contestaram as restrições determinadas pelo governador democrata Tony Evers nos tribunais.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 23 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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