28 de outubro de 2020

Observatório do Coronavírus #239

Países europeus, como França e Alemanha, se preparam para decretar novos lockdowns para conter segunda onda de contágio

Foto de capa: Xinhua/Han Yan

Com o avanço da segunda onda da covid-19, a Europa se prepara para adotar restrições ainda mais rígidas nos próximos dias. A expectativa é que França e Alemanha decretem novos “lockdowns” parciais ainda nesta quarta-feira, ainda que no caso a alemão a medida dependa da aprovação dos governos regionais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, fará um pronunciamento à nação na noite de hoje para anunciar novas medidas. A imprensa do país especula que ele poderá anunciar um “lockdown” de 30 dias para reforçar o combate à doença. Desta vez, escolas de ensino fundamental e médio ficariam abertas. Outro rumor é que a opção será por um confinamento apenas no fim de semana, para restringir a movimentação das pessoas em áreas de risco, caso da capital do país, Paris.

Após registrar mais de 50 mil casos da doença na semana passada, a avaliação de conselheiros do governo francês é de que as medidas adotadas até o momento não foram suficientes para diminuir a disseminação do vírus. Mais de 46 milhões de pessoas, quase dois terços da população do país, estão atualmente sob um toque de recolher noturno, não podendo sair de casa entre 21h e 6h do dia seguinte.

Novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados na noite de ontem, apontam que o país registrou 530 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, alcançando cerca de 158 mil óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 442, a menor marca desde o dia 6 de maio, quando estava em 437. É a primeira vez desde então que essa média fica abaixo de 450. A variação foi de -11% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nas mortes por Covid, ou seja, quando não houve aumento ou queda significativa no período.

Quatro estados apresentam indicativo de alta de mortes: Amazonas, Amapá, Ceará e Pernambuco. Outros onze estados têm curvas que apontam queda. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais.

Pesquisadores da empresa paulista Nanox, apoiada pelo Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), desenvolveram um tecido com micropartículas de prata na superfície que demonstrou ser capaz de inativar o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Em testes de laboratório, o material foi capaz de eliminar 99,9% da quantidade do vírus após dois minutos de contato. O desenvolvimento do material teve a colaboração de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A China está promovendo testes de coronavírus em uma cidade inteira por causa de um surto regional na província de Xinjiang. Cerca de 4,7 milhões de pessoas em Kashgar estão sendo testadas, com 138 casos assintomáticos encontrados até agora. Escolas em Kashgar foram fechadas e os residentes não estão autorizados a deixar a cidade a menos que tenham feito o teste e obtido resultado negativo.

A China tem tido grande sucesso em reduzir as taxas de infecção, mas continuam ocorrendo pequenos surtos.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 13 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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