6 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #243

Diretora da Fiocruz afirma que entidade começará fabricação da vacina de Oxford em janeiro, e que não haverá vacinação em massa

Foto de capa: Xinhua/Rahel Patrasso

A partir de janeiro do ano que vem, a Fiocruz vai começar o processo de fabricação de 210 milhões de doses da vacina contra a COVID-19, em parceria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, com a companhia farmacêutica AstraZeneca. As informações são de Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz.

Lima já afirmou também que não irá acontecer uma aplicação em massa da vacina, pois deverá haver um critério de priorização que, até o momento, ainda não foi definido. A fabricação de 100 milhões de doses vai acontecer nos seis primeiros meses de 2021 com a importação dos insumos, e a partir do segundo semestre acontecerá a segunda etapa, com a produção feita de forma autônoma, colocando em prática o acordo de transferência da tecnologia com o laboratório.

A AstraZeneca e sua parceira no projeto, a Universidade de Oxford, disseram que os dados dos testes de estágio avançado da vacina contra o coronavírus devem surgir ainda neste ano. A empresa está mantendo as vacinas congeladas em grandes contêineres e só acrescentará um último ingrediente, mantendo-as em frascos e preservando-as em temperatura de geladeira quando a vacina estiver perto de obter uma aprovação.

Após as aulas retornarem presencialmente em Porto Alegre no início de outubro, pela Educação Infantil, os casos de coronavírus nas escolas privadas têm sido esporádicos e, no geral, adquiridos fora das instituições de ensino, segundo levantamento oficial e relatos de instituições e professores.

Uma pesquisa da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre aponta que, ao longo de outubro, escolas públicas e privadas receberam mais de 10 mil alunos, 2 mil professores e 2 mil funcionários. Desse total, aproximadamente 500 pessoas (3,4% da comunidade escolar que retornou) foram testadas e 30 tiveram resultado positivo para covid-19. Os testes foram realizados em pessoas próximas a casos confirmados de infecção comunicados às instituições.

A China proibiu a entrada de viajantes de uma dezena de países afetados pelo novo coronavírus, entre eles França, Rússia e Itália, a fim de evitar a propagação da doença em seu território, onde a mesma teve origem no fim do ano passado. O gigante asiático fechou suas fronteiras no fim de março e reduziu drasticamente os voos internacionais, retomados gradativamente nos últimos meses.

As embaixadas de Reino Unido, Bélgica, Índia, Filipinas e outros países anunciaram esta semana que Pequim havia decidido “suspender temporariamente” a entrada de cidadãos que não sejam chineses em seu território, mesmo que possuam visto ou sejam residentes.

Em meio a protestos, a Itália inicia hoje uma nova etapa de restrições para tentar conter a segunda onda do coronavírus. Bares, restaurantes, teatros, cinemas e academias de ginástica estão fechados. Há também um toque de recolher entre 22h e 5h em quatro regiões consideradas mais críticas: Calábria, Lombardia, Piemonte e Vale de Aosta. As autoridades italianas chamam essas medidas de “lockdown light” para tentar conter o aumento de casos de Covid-19, sem parar a economia do país, já bastante afetada.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 24 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

FAKE NEWS

Diariamente, o Observatório do Coronavírus publica esclarecimentos sobre as mais recentes fake news divulgadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Confira:

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