13 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #246

Infecções por coronavírus avançam em capitais brasileiras. Anvisa visitará China para conhecer instalações de laboratório que desenvolve CoronaVac

Foto de capa: Xinhua

Nove capitais brasileiras testemunham um avanço de infecções por coronavírus, segundo levantamento do sistema InfoGripe, assinado pela Fiocruz com base em registros do Ministério da Saúde. Seu último boletim, referente a dados coletados até o último dia 31, mostrou que oito dos municípios mais ameaçados são das regiões Norte e Nordeste, as primeiras em que o sistema de saúde entrou em colapso diante da Covid-19, entre abril e maio. O aumento, segundo especialistas, pode levar à chegada de uma segunda onda da pandemia no país. De acordo com o levantamento, uma forte tendência (superior a 95%) de avanço da pandemia foi detectada na capital catarinense, em João Pessoa e Maceió. Houve uma probabilidade moderada de crescimento (maior que 75%) da Covid-19 em Belém, Fortaleza, Macapá, Natal, Salvador e São Luís.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou ontem que enviará uma “missão de inspeção” à China, para avaliar as instalações da Sinovac —empresa responsável por desenvolver a vacina CoronaVac e os insumos para a sua produção, em parceria com o Instituto Butantan—, e da Wuxi Biologics Co —produtora de insumos para a vacina AstraZeneca, utilizados pela Fiocruz Bio-Manquinhos. “Será realizada missão de inspeção da Anvisa à China, com objetivo de verificação do cumprimento das boas práticas de fabricação nas instalações das empresas Sinovac Life Sciences Co. (fabricante dos insumos utilizados pelo Instituto Butantan na produção da vacina Coronavac) e Wuxi Biologics Co. (produtora dos insumos utilizados pela Fiocruz Bio-Manguinhos/vacina da AstraZeneca)”, informou em seu site a agência do governo federal.

Os Estados Unidos e o Reino Unido planejam começar a vacinar sua população contra a covid-19 em dezembro, caso seja confirmada a eficácia e segurança do imunizante desenvolvido em parceria pela Pfizer e BioNTech, segundo publicado na Reuters. Diante do anúncio, surge a questão: seria possível viajar para tomar a vacina contra a covid-19 em outro país?

Primeiramente, é preciso lembrar de dois fatos: está mais difícil viajar para o exterior devido às restrições impostas para frear a disseminação do coronavírus e a concretização de planos para imunização em massa depende da aprovação de uma vacina por autoridades sanitárias nacionais. Depois que isso acontecer, uma quantidade restrita de doses estará disponível e será destinada a pessoas específicas, conforme estabelecido por cada país.

A cidade chinesa de Wuhan divulgou hoje que detectou ontem o novo coronavírus em embalagens de um lote de 27 toneladas de carne bovina de origem brasileira. Segundo a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan, três amostras positivas da covid-19 foram encontradas na parte externa de embalagens de carne bovina congeladas procedentes do Porto de Santos, o maior do Brasil, localizado no litoral de São Paulo.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 191 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

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