18 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #248

Pesquisadores afirmam que Brasil vive hoje a 2ª onda da COVID-19

Foto de capa: Xinhua/Rahel Patrasso

Numa entrevista publicada na revista Época nesta quarta-feira (18), um pesquisador que vem acompanhando há oito meses os dados da pandemia brasileira do novo coronavírus afirma que “o Brasil já está na segunda onda de covid-19”. O autor da frase é o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Ele faz parte de um grupo de cientistas independentes e voluntários que busca avaliar a evolução da covid-19 por meio da ciência de dados.

Acompanhando a pandemia no Brasil desde março, o cientista avalia que o Brasil está vivendo, da mesma forma que os Estados Unidos e a Europa, uma nova onda de contágios. A conclusão se baseia na evolução da chamada “taxa de reprodução (Rt)” que, com base no aumento de novos casos, permite saber quantas pessoa são contaminadas por alguém que já está infectado.

A farmacêutica Pfizer anunciou hoje que sua vacina contra a covid-19, elaborada em parceria com a empresa alemã BioNTech, é segura e tem 95% de eficácia. Essa é a conclusão final da terceira fase de testes. Antes, dez dias atrás, as empresas tinham divulgado um resultado parcial, que apontava para 90% de eficácia.

Agora elas buscarão aprovações de agências reguladoras e terão que desenvolver soluções de logística. No Brasil ainda não há acordo para compra dessa vacina, mas o Ministério da Saúde se reuniu com a Pfizer ontem. Segundo a Agência Brasil, a reunião foi “técnica”, para que os representantes do laboratório apresentassem o andamento da pesquisa e para que fossem avaliadas as condições de compra, logística e armazenamento. A pasta não deu mais detalhes sobre a conclusão do encontro.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou hoje que a instituição receberá vacinas prontas da China ainda nesta semana, e a matéria-prima para a produção da CoronaVac, até o final de novembro. Dimas ressaltou que a vacina precisa ser registrada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de ser distribuída e aplicada à população. O processo está em curso e depende da finalização dos estudos clínicos de fase três, em andamento, com mais de 10 mil voluntários vacinados.

É preciso vacinar cerca de mais 2 mil voluntários nessa fase. Os resultados serão associados aos dados já existentes de fase um e fase dois realizados na China, além do uso emergencial da vacina autorizado no país asiático, com mais de 60 mil pessoas vacinadas, disse Covas. Ele afirmou que o conjunto de dados aponta para a segurança do produto, baseado no vírus inativado.

A União Europeia começará a fornecer as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 no primeiro trimestre de 2021, segundo as previsões mais otimistas, traçando um horizonte de esperança depois que a pandemia voltou a bater recordes naquela região. A diretora do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC), Andrea Ammon, advertiu que a situação na Europa é muito preocupante e que os indicadores seguem em uma direção ruim. Quando questionada sobre a data de início da vacinação no continente, ela disse que, está sendo otimista para no primeiro trimestre de 2021″.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 35 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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