20 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #249

Ministério da Saúde deve iniciar em dezembro campanha de conscientização sobre vacinação contra COVID-19. Brasil recebe primeiras doses da CoronaVac

Foto de capa: Xinhua/Rahel Patrasso

O Ministério da Saúde anunciou que trabalha com a previsão de iniciar até dezembro uma campanha de conscientização sobre a vacina contra a covid-19. O imunizante, que tem várias versões em testes pelo mundo, é visto com desconfiança por parte da população e até pelo presidente Jair Bolsonaro, que já reforçou por diversas vezes que ainda não há nenhuma vacina aprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Em coletiva de imprensa realizada sem a presença do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, a pasta apresentou um Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19. O projeto vai integrar o PNI (Programa Nacional de Imunizações) e prevê dez eixos principais. Um deles é o da comunicação, que inclui uma campanha sobre o desenvolvimento e aprovação da vacina, prevista para dezembro e janeiro. O mesmo eixo também prevê uma campanha sobre a vacinação em si, mas esta ainda sem previsão porque, segundo o Ministério, depende primeiro da aprovação de um imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Brasil recebeu ontem o primeiro lote da Coronavac, desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e cujos estudos clínicos estão na fase final. As primeiras 120 mil doses da Coronavac, que ainda não podem ser aplicadas, chegaram nesta manhã a São Paulo, cujo governo fechou com a Sinovac um contrato para receber um total de 46 milhões de vacinas, equivalentes a toda a população do estado. O avião de carga da companhia aérea turca Turkish, que transportou as vacinas e havia saído da China na segunda-feira, aterrissou pouco antes das 8h (horários de Brasília) em Guarulhos.

Além da importação de doses da vacina, o acordo do governo de São Paulo com a biofarmacêutica chinesa também prevê a transferência da tecnologia da vacina para o Instituto Butantan, entidade pública que coordena os testes clínicos no Brasil com a empresa.

A vacina da Pfizer e da BioNtech deve ser encaminhada para a aprovação de uso emergencial junto à FDA, agência reguladora de medicamentos nos EUA, ainda nesta sexta-feira. Segundo informações da agência de notícias Dow Jones, Alex Azar, secretário de Saúde dos EUA, confirmou o fato em entrevista coletiva na Casa Branca.

Uma autorização de emergência é uma autorização temporária ou condicional concedida para responder a uma situação de emergência, como uma pandemia. Pode ser revogada ou modificada se surgirem novos dados sobre a eficácia ou segurança da substância.

A FDA não informou quanto tempo levaria para revisar os dados de eficácia e segurança, os dois principais critérios para que uma vacina seja aprovada para uso comercial.

A China, primeiro país afetado pelo novo coronavírus, no fim de 2019, tem disponibilizado vacinas candidatas contra a Covid-19 de forma ampla sem garantias de segurança e eficácia destes imunizantes ao longo dos últimos meses. As ressalvas, no entanto, não têm sido um problema para boa parte dos chineses, que já disputam doses e pressionam estoques de laboratórios com a crescente demanda. A vacinação já é feita em regime emergencial, com autorização da Comissão Nacional de Saúde da China, equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 36 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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