25 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #251

Ministério da Saúde prepara plano de imunização contra COVID-19. OMS afirma que Europa enfrentará 3ª onda da pandemia em 2021.

Foto de capa: Xinhua

A primeira versão do plano de imunização contra a Covid-19 do Ministério da Saúde deverá ficar pronta na próxima segunda-feira, após uma reunião do grupo técnico encarregado de elaborar a estratégia. A estimativa é fazer a distribuição das vacinas de forma simultânea em todo o país, mas há a possibilidade de que áreas que estejam sofrendo um surto da doença possam ser priorizadas.

O plano logístico definirá a melhor forma de distribuir as vacinas, principalmente para locais mais isolados, onde os profissionais de saúde usarão barcos ou aviões. O principal entrave é como definir uma estratégia sem saber qual imunizante será utilizado — o que influencia a sua refrigeração e armazenamento — e quantas doses devem ser aplicadas.

Mesmo com o aumento do número de casos de covid-19 registrado no Estado do Rio de Janeiro, que levou as autoridades de saúde pública a adotarem medidas para ampliar o número de leitos disponíveis aos pacientes vítimas da doença, o governador Cláudio Castro descartou a possibilidade de que a cidade do Rio e a Região Metropolitana saiam da bandeira amarela e regridam para a bandeira laranja, de risco moderado, nos próximos 15 dias.

O governador destacou que o poder estadual vai atuar em parceria com municípios para coibir aglomerações que foram vistas nos últimos dias e que estariam causando o aumento da demanda por leitos de Covid-19 na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Na capital, o número de internações por Covid-19 continua alto: nos leitos disponíveis para a doença em toda a rede SUS da cidade há lotação de 93% nas vagas de UTI, e de 70% nas enfermarias.

Na medida em que a pandemia do novo coronavírus continua a se espalhar globalmente, especialistas chineses em saúde disseram que o país está enfrentando um maior risco de transmissão local causado por casos importados. É provável que a China veja surtos esporádicos no próximo inverno e primavera, disse um funcionário da Comissão Nacional de Saúde (CNS), citando opiniões de especialistas.

Para enfrentar os riscos, o país realizará uma campanha de saúde pública e higiene nas próximas temporadas para ajudar a prevenir a COVID-19 e outras doenças infecciosas sazonais, disse o vice-diretor da Comissão, Li Bin, em uma entrevista coletiva. As autoridades locais foram obrigadas a se concentrar na melhoria da higiene ambiental e na promoção de hábitos de vida saudáveis entre os cidadãos, disse Li.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a Europa provavelmente enfrentará uma terceira onda da pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2 no início de 2021, se não seguir as medidas corretamente. O alerta foi feito pelo enviado especial da OMS, David Nabarro, em entrevista ao jornal suíço Solothurner Zeitung.

De acordo com o enviado da OMS, os governos asiáticos também não afrouxaram as restrições prematuramente, porque para fazer isso “é preciso esperar que os números fiquem baixos e continuem baixos”. Em vez disso, a Europa afrouxou as medidas de proteção depois do verão e agora os casos de covid-19 estão aumentando novamente.

Nabarro criticou principalmente a decisão de reabrir as pistas de esqui, o que pode levar a “um índice muito alto de infecções e mortes”. Conforme levantamento da Universidade Johns Hopkins, o número de casos de coronavírus registrado no mundo desde o início da pandemia ultrapassou os 58 milhões, enquanto que de mortes superou 1,38 milhão.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 31 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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