4 de janeiro de 2021

Observatório do Coronavírus #264

O que muda (ou não) no combate à pandemia com a nova variante do coronavírus no Brasil

 

O Brasil tem os primeiros casos confirmados de Covid-19 provocados por uma nova variante do coronavírus. A cepa B.1.1.7 foi detectada pela primeira vez no Reino Unido e já circula por outros 31 países. Os cientistas suspeitam que ela pode ser mais transmissível que as versões anteriores. Os dois casos brasileiros foram identificados pela Dasa, empresa de medicina diagnóstica, que já comunicou a descoberta à vigilância sanitária e ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Mas o que essa notícia significa na prática? A chegada da nova variante modifica de alguma maneira a prevenção, o diagnóstico ou o tratamento da doença? E as vacinas: elas protegerão contra essa cepa? Perguntas ainda sem respostas. O que se sabe, até o momento, é que a variante B.1.1.7 apareceu no Reino Unido entre o final do verão e o começo do outono no Hemisfério Norte (por volta dos meses de agosto e setembro).

Mundo registra mais de 1,1 milhão de novos casos de Covid-19, nos primeiros dois dias de 2021, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. De acordo com o monitoramento diário dos números da doença, em 1º de janeiro, houve mais de 539,2 mil novos casos no mundo. Os números foram puxados por Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Brasil, Itália e Índia, que lideraram o ranking de novos casos.

Já no segundo dia do mês, os casos diários aumentaram: foram mais de 624,7 mil, segundo os dados da universidade. A Johns Hopkins não detalhou os números por país em relação ao segundo dia do ano. Com esse aumento, o total de casos no mundo passou de 84,6 milhões.

Como a Covid-19 escapou do controle da China. Este artigo – elaborado a partir de documentos do governo chinês, fontes internas, entrevistas, trabalhos de pesquisa e livros, além dos testemunhos públicos negligenciados ou censurados – examina os 25 dias na China que mudaram o mundo. Diplomatas chineses afirmam que o que se sabe do país, em matéria de abafar as infecções depois do fechamento da cidade de Wuhan, acabou justificando a política do punho de ferro de Xi.

Neste momento, o governo está retomando os acontecimentos das primeiras semanas, quando uma ação decisiva poderia ter contido a epidemia. Um dos primeiros estudos projetou que a China poderia ter reduzido o total de casos em 66% se as autoridades tivessem agido uma semana antes. Se agissem três semanas antes, o número de casos poderia ter caído em 95%.

O Brasil chega a 196 mil mortos por Covid-19, segundo divulgação do Consórcio de Veículos de Imprensa. Os dados foram atualizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde e consolidados às 20h, do último domingo (3). De acordo com o levantamento, o país registrou 287 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 196.029 óbitos desde o começo da pandemia.

Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 698. A variação foi de -9% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Os números destes sábado e domingo, ainda mais baixos do que os dos últimos finais de semana, podem ser reflexo de esquemas de plantão de Ano Novo adotados localmente nos órgão responsáveis pelos registros.

Representantes de clínicas privadas de imunização do Brasil vão à Índia para negociar a compra de 5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, desenvolvida pela Bharat Biotech, indústria local do país asiático. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (4) por Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas), durante entrevista concedida à emissora GloboNews.

Segundo Barbosa, a entidade organiza uma comitiva para avaliar a planta da empresa e “conhecer a capacidade real” da farmacêutica, para verificar a possibilidade de comprar doses excedentes do imunizante para abastecer as clínicas privadas. A vacina da Bharat Biotech recebeu autorização para uso emergencial na Índia, junto com a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. O imunizante está na fase 3 de pesquisas e depende de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser utilizada no Brasil.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 85.218.022 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 20.640.212 infectados, seguido por Índia e Brasil, com 10.340.469 e 7.733.746, respectivamente.

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