20 de janeiro de 2021

Observatório do Coronavírus #271

SP espera em 48 horas resposta para liberação de insumos da China

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se pronunciou publicamente sobre o atraso na entrega dos insumos chineses para a produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo. O governador afirmou que o governo estadual tem uma boa relação com o governo chinês e disse que espera em 48 horas uma resposta favorável ao envio de matéria-prima usada no envase das doses da vacina CoronaVac.

“O escritório do governo de São Paulo em Xangai abriu novos entendimentos com autoridades da China para a liberação dos insumos da vacina do Butantan”, disse Doria durante a coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O instituto paulista, que já entregou cerca de 6 milhões de doses para o Ministério da Saúde começar a campanha nacional de imunização, espera a chegada de 5,4 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do imunizante, que permitiria ao Butantan a produção de 5,5 milhões de doses.

Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, também se pronunciou publicamente sobre o atraso dos insumos chineses. Após se reunir com o embaixador chinês, Yang Wanming, Maia descartou possíveis obstáculos políticos como motivo para o atraso do envio de insumos para a produção da vacina contra a Covid-19 no Brasil. Segundo ele, houve compromisso do representante da China para acelerar os trâmites para a importação das matérias-primas.

Maia afirmou ainda ter informações de que não houve diálogo entre o governo brasileiro e a embaixada, apesar da iminência de paralisação da vacinação contra Covid-19 no País por falta de insumos. A campanha de imunização começou com apenas seis milhões de doses da Coronavac, importadas da China.

China intensifica medidas para conter pior surto de Covid-19 em meses. As autoridades de saúde do país intensificaram as medidas para conter a disseminação da Covid-19, que enfrenta o pior surto desde o início da pandemia em dezembro de 2019.

Cidades nas províncias de Hebei, Heilongjiang e Jilin construíram instalações temporárias para que pessoas expostas ao vírus fiquem em quarentena, impuseram lockdowns a milhões de cidadãos e iniciaram programas de testes em massa nas regiões mais afetadas. Enquanto isso, um exército de voluntários com equipamentos de proteção percorre as ruas dessas cidades, desinfetando as próprias vias e lojas vazias, de acordo com a imprensa estatal.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje (20) que a vacinação contra a Covid-19 de quilombolas no estado começará na sexta-feira (22). A confirmação da imunização vem após os habitantes de quilombos serem excluídos dos grupos prioritários da campanha de vacinação com a inclusão da CoronaVac no PNI (Programa Nacional de Imunização).

Ontem, ao ser cobrado sobre a exclusão, Doria incluiu os quilombolas entre os primeiros a serem vacinados no estado. Eles estavam inicialmente nos grupos prioritários do plano estadual de vacinação, mas com a CoronaVac sendo distribuída pelo Ministério da Saúde, o estado paulista adotou o calendário do programa nacional, que não citava os quilombolas na fase inicial.

Nesta quarta-feira (20), Joe Biden tomou posse como o 46º presidente norte-americano, sucedendo a Donald Trump. A transição de poder foi turbulenta e Joe Biden e Kamala Harris, que vai assumir o cargo de vice-presidente, vão herdar um país dividido. O maior desses problemas é a pandemia do novo coronavírus que tem dilacerado o país. Esta terça-feira, os Estados Unidos ultrapassaram a marca das 400 mil mortes.

Joe Biden tem prometido um reforço na vacinação e nas medidas para combater a pandemia. Recuperar a economia, muito penalizada pelo coronavírus, é outro dos desafios que a nova administração terá pela frente.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste informações sobre a análise de um pedido de uso emergencial da vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para o combate à Covid-19.

Lewandowski vai usar as informações que forem repassadas pela agência para decidir sobre um pedido do governo da Bahia. O estado requereu ao STF a autorização para importar e distribuir vacinas que já tenham o aval de autoridades sanitárias estrangeiras e a certificação da Organização Panamericana de Saúde (Opas), mesmo sem a liberação da Anvisa.

Sem doses para todos, a vacinação contra a Covid-19 deve ocorrer até 2022. O Brasil já tem vacinas contra a Covid-19. Agora, a forma de vacinação e a quantidade é o problema a ser enfrentado. Até o dia de hoje (20), não existem datas marcadas para as fases do plano de imunização e muito menos doses suficientes dos imunizantes para atender toda a população.

De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que a população brasileira seja vacinada apenas no ano que vem. As incertezas levaram o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, na última segunda (18), a pedir que o Ministério da Saúde apresente um cronograma para a vacinação.

Integrantes da equipe econômica já começam a admitir a possibilidade de que o governo terá que dar algum tipo de ajuda financeira a trabalhadores informais em meio ao crescimento do número de casos de coronavírus no país. Candidatos à presidência da Câmara dos Deputados, tanto Baleia Rossi (MDB) quanto Arthur Lira (PL) sinalizaram na mesma direção.

Um aumento dos gastos públicos para combater os impactos da Covid-19 é considerado quase inevitável em 2021, pois já está ficando claro que há uma segunda onda da pandemia, de acordo com as três pessoas, que pediram anonimato porque as discussões são privadas. O presidente Jair Bolsonaro também poderia reforçar pressões sobre o Ministério da Economia, disseram. Procurado, o Ministério da Economia não comentou.

O Consórcio de Veículos de Imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 13h desta quarta-feira (20). Ao todo são 211.646 óbitos e 8.579.575 casos de infecção.
Desde o último balanço, às 20h de terça-feira (19), três estados atualizaram seus dados: GO, MS e PE. 

Na última terça-feira, às 20h, o país registrou 1.183 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 211.511 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 969. A variação foi de +33% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 96.396.565 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 24.273.831 infectados, seguido por Índia e Brasil, com 10.595.660 e 8.573.864, respectivamente.

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