17 de março de 2021

Observatório do Coronavírus #295

Butantan entrega mais 2 milhões de doses da CoronaVac

O Instituto Butantan entregou nesta quarta-feira (17) mais 2 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde. É a segunda maior remessa enviada ao governo federal. Na última segunda (15), o instituto tinha enviado o maior lote, com 3,3 milhões de doses.

Os caminhões com carregamento da vacina deixaram a sede do Instituto por volta das 8h30. O governador João Doria (PSDB) esteve no local e acompanhou a liberação. Até o final deste mês, o Butantan entregará ao país um total de 22,7 milhões de doses. No final de abril, o número de vacinas garantidas por São Paulo ao PNI somará 46 milhões.

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta-feira (17) um pacote econômico com redução de impostos e abertura de novas linhas de crédito para empresas afetadas pela pandemia. Zerar o imposto para o leite e reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da carne a partir do dia 30 de abril.

Também foi anunciada a prorrogação por mais 30 dias da suspensão de corte de gás e água no estado. A medida venceria no dia 30 de março, mas foi estendida até o final do próximo mês. O benefício vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ de água e de até 150 m³ de gás (consumo mensal). As medidas serão publicadas no Diário Oficial nesta quinta-feira (18).

Além das ações para o comércio e economia, o governo de São Paulo antecipou a vacinação de idosos entre 72 e 74 anos. A data de início desse grupo estava prevista para a segunda-feira (22), mas vai começar nesta sexta-feira (19). A partir desta data, os idosos podem procurar os postos de saúde e os locais de drive-thru. O estado já tem um total de 4.151.960 doses aplicadas, entre a primeira e a segunda.

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, no início da tarde desta quarta-feira (17), que os impactos das mortes que ocorrem no Brasil vão diminuir com distanciamento social e melhora no atendimento hospitalar.

“Esses óbitos que estão aí nós conseguiremos reduzir com dois pontos principais. Primeiro com políticas de distanciamento social própria que permitam diminuir a circulação do vírus, segundo com uma melhora na capacidade assistencial dos nossos serviços hospitalares”, destacou Queiroga.

A afirmação foi feita durante a entrega das primeiras 500 mil doses da vacina contra Covid-19 produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Para mapear a experiência do colaborador no ano passado, a Pin People, plataforma brasileira de gestão de experiência do colaborador, elaborou um estudo inédito no Brasil: o Panorama da Experiência do Colaborador 2020. O recorte, feito a partir de pesquisas com clientes ao longo do ano, é um termômetro para medir como as mudanças afetaram a jornada do colaborador, e gerar insights rápidos para orientar a tomada de decisão de líderes e gestores de RH.

No geral, a experiência de onboarding de novos funcionários — até os seis primeiros meses na empresa — foi muito positiva no ano passado (média de +77,6 de eNPS), apesar das adversidades que a pandemia trouxe. Entretanto, houve uma quebra abrupta em dois períodos. O primeiro foi entre março e abril (+67), quando a pandemia teve início: as empresas não estavam prontas para rodar processos tradicionais no ambiente remoto.

Depois de uma recuperação da avaliação da empresa pelos colaboradores — em julho, já adaptados à nova realidade, alcançou o melhor resultado do ano: +84 de eNPS —, em outubro caiu novamente, ao mesmo nível do início da pandemia. Agora, o problema era o medo de começar um trabalho presencialmente, mesmo em um modelo híbrido, com rodízio de dias no escritório e em casa.

Na contramão do mundo, o Brasil somou mais de 20% das mortes pela Covid-19 entre todos os países na última semana e vê a taxa de expansão de novos infectados aumentar num ritmo duas vezes superior à média mundial.

Enquanto isso, a chegada de um quarto ministro da Saúde no Brasil em um ano de pandemia foi classificada como “caótica” por parte da cúpula dos organismos internacionais, gerando desconfiança e deixando governos e entidades como a OMS com um “pé atrás” em relação ao que poderá ser a política sanitária brasileira nos próximos meses.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (17) revelam que o registro de mortes no planeta caiu em 3% na semana que terminou no dia 14 de março, somando 58 mil óbitos. No Brasil, porém, a curva vai no sentido contrário e, com 12,3 mil mortos no período avaliado, o país é líder mundial. O aumento foi de 24% entre os dias 7 e 14 de março.

O Ministério da Saúde anunciou ter assinado contratos com a Pfizer e a Janssen para a compra de 138 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pelas farmacêuticas. Segundo a pasta, a Pfizer entregará 100 milhões de doses até setembro, enquanto a Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, 38 milhões até novembro.

De acordo com os números apresentados na segunda-feira (15), a primeira remessa de imunizantes da Pfizer, com 1 milhão de doses, será entregue até o final de abril. Já a Janssen fará sua primeira entrega, de 16,9 milhões de doses, até o final de agosto.

O Plenário do Senado aprovou ontem uma proposta que tem o objetivo de evitar fraudes na vacinação contra a Covid-19. O projeto de lei (PL) 496/2021, de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), autoriza o cidadão a filmar ou fotografar a aplicação da vacina contra a covid-19 e permite ainda a presença de um acompanhante durante a imunização. O texto também estabelece punições para quem furar a fila da ordem de prioridade na vacinação.

A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. O projeto foi apresentado depois de denúncias contra alguns profissionais de saúde que teriam usado seringas vazias no momento da aplicação da vacina em idosos. Essa prática ficou conhecida como “vacina de vento”. Depois das denúncias, algumas unidades de saúde proibiram registros ou selfies da vacinação.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 120.928.640 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 29.562.060 infectados, seguido por Brasil e Índia, com 11.603.535 e 11.438.734, respectivamente.

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