19 de março de 2021

Observatório do Coronavírus #296

China se compromete a tornar suas vacinas um “bem público global”

A embaixada da China no Brasil afirmou que o país tem um compromisso de que os imunizantes desenvolvidos naquele país se tornem um “bem público global”.

“A China cumprirá o seu compromisso de tornar as vacinas chinesas num bem público global depois de se concluírem as devidas pesquisas e aprovações. Vai fornecer com prioridade aos países em desenvolvimento e fazer contribuição chinesa para garantir a acessibilidade e disponibilidade de vacinas aos países em desenvolvimento”, disse a embaixada.

O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (19) a antecipação da vacinação contra a Covid-19 de idosos de 69 a 71 anos. Eles passam a ser vacinados a partir do dia 27 de março nas unidades de saúde e nos postos drive-thru.

O governo informou também que o Instituto Butantan entregou mais 2 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. Com a nova remessa, o instituto totaliza 7,3 milhões enviados nesta semana.

De acordo com o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, atualizado até 13h desta sexta (19), 4.422.560 doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas no estado. Dessas, 3.234.965 correspondem a aplicações de primeira dose e 1.187.595 de segunda dose.

Em São Paulo, a vacinação de idosos de 72 a 74 anos de idade foi antecipada e vai começar nesta sexta-feira (19). Além dos postos de vacinação da prefeitura, serão disponibilizadas 17 unidades da rede RaiaDrogasil na capital paulista para atender a população.

O início da imunização dessa faixa etária estava previsto para a próxima segunda-feira (22), mas o governador João Doria anunciou na quarta-feira (17) a antecipação. O serviço será prestado pela Raia Drogasil de maneira inteiramente gratuita.

O governo federal assinou hoje contratos com a Pfizer e a Janssen para a compra de 138 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. Serão 100 milhões da Pfizer e 38 milhões da Janssen —a maioria com entrega prevista para o segundo semestre de 2021.

A vacina da Janssen, de dose única, ainda não tem autorização para uso no Brasil, mas recebeu, em 18 de janeiro, uma certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que reconhece as boas práticas de fabricação da vacina. O certificado, entretanto, não é suficiente para a aplicação do imunizante no Brasil —a Anvisa aguarda o pedido de autorização de uso emergencial ou registro. Já a vacina da Pfizer foi a primeira a conseguir aprovação da Anvisa para uso definitivo no Brasil.

Fechada para a maioria dos estrangeiros desde março de 2020, a China vai começar a conceder vistos para quem tomar a vacina de fabricação chinesa contra a Covid-19. O país impede a entrada da maioria dos estrangeiros desde o início da pandemia para conter a propagação do coronavírus.

O fechamento das fronteiras, no entanto, tem complicado a vida de trabalhadores internacionais que não conseguem voltar ou ingressar no país.

Países europeus anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das campanhas de vacinação com o imunizante desenvolvido pela AstraZeneca, depois que a agência de medicamentos da UE (EMA) declarou que ela é “segura e eficaz”.

Entre as nações que irão voltar a aplicar as doses do medicamento feito em parceria com a Universidade de Oxford estão: Itália, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda, Bulgária, Eslovênia, entre outros. O Reino Unido, que já se manifestou a favor da manutenção da campanha, enfatizou seu posicionamento.

No admirável futuro mundo sem pandemia, as alianças poderão ter tido como base o acesso à vacina — e nesse departamento a China, a Índia e a Rússia não perdem tempo. A compra desenfreada pelos países ricos de produtos ainda em teste deixou uma enorme lacuna no fornecimento para os de menor renda”, diz a economista Monica de Bolle, pesquisadora da Universidade Johns Hopkins.

Com quatro opções de vacinas próprias aprovadas e pelo menos outras duas em estudo, Pequim está fornecendo imunizantes a 43 parceiros comerciais e ainda ofereceu doações a 69 nações em desenvolvimento. Segundo o presidente da Associação da Indústria das Vacinas chinesa, Feng Duojia, o país será capaz de cobrir até 40% da demanda global nos próximos dois anos.

De cada 4 pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 no mundo nesta semana, 1 estava no Brasil. Embora o país tenha somente 2,7% da população mundial, a rápida escalada de óbitos, que emendou seu 20º recorde seguido na média diária desta quinta-feira (18), fez com que respondêssemos por 23% das mortes de Covid no planeta.

O país registrou nas últimas 24 horas 2.639 mortes, o terceiro maior montante da pandemia. Também foram registrados 87.169 casos da doença, o segundo maior valor da pandemia. O recorde de infecções ocorreu na quarta, 90.830. Dessa maneira, o Brasil chega a marca de 287.795 mortes e a 11.787.600 infecções por Covid-19, desde o início da pandemia.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 121.958.304 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 29.674.098 infectados, seguido por Brasil e Índia, com 11.780.820 e 11.514.331, respectivamente.

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