O mercado brasileiro de meios de pagamento terá um novo player global a partir de 2025. A chinesa UnionPay, uma das maiores operadoras de cartões do mundo com bilhões de unidades emitidas, anunciou sua entrada no país com planos de competir diretamente com Visa e Mastercard.
A estratégia de implantação inclui uma parceria com a fintech nacional Left, responsável por integrar a bandeira às redes de estabelecimentos comerciais, terminais de pagamento, caixas eletrônicos e ao sistema PIX. Diferencial competitivo, a empresa trará seu modelo de redistribuição de receita, permitindo que usuários destinem parte das taxas de transação a causas sociais.
A iniciativa promete intensificar a concorrência no setor, envolvendo não apenas as gigantes internacionais, mas também a bandeira local Elo. A UnionPay, que já responde por cerca de 40% das transações globais com cartões, iniciará operações com produtos básicos, com planos de gradualmente expandir para opções mais complexas.
A atuação da UnionPay no Brasil estará sujeita à supervisão do Banco Central (BC), afastando preocupações sobre controle estrangeiro. Como todas as bandeiras, a empresa precisará de autorização regulatória, cumprir normas de operação e submeter-se à fiscalização do BC. Economistas entrevistados reforçam que o acesso a dados transacionais seguirá os mesmos parâmetros aplicados às operadoras americanas.
Presença Existente e Expansão
Embora a operação formal comece em 2025, cartões internacionais UnionPay já são aceitos em zonas comerciais e turísticas brasileiras (como Rio, São Paulo e Salvador) via terminais de parceiros como Rede e Stone. A bandeira também possui ampla aceitação nos Estados Unidos (80% dos estabelecimentos) e em mais de 90% dos caixas automáticos do país.
A expectativa é que a chegada da UnionPay, aliada à expertise da Left, traga inovações ao mercado brasileiro e estabeleça novos padrões de concorrência, focados em impacto social e diversificação de soluções financeiras.