Vestimentas chinesas

Vestimentas chinesas: a construção da identidade através da moda

Conheça alguns dos estilos que representam tradições imperiais e costumes antigos do povo chinês

A história das vestimentas chinesas é milenar e varia de acordo com as regiões do país. Os trajes representam tradições dos povos antigos. Nesta matéria, apresentamos alguns dos estilos marcantes da moda desde a Era das Dinastias até a formação da República Popular da China. Estas peças se tornaram ícones culturais e influenciaram costumes de outros países.

O Hanfu – “Vestes da Dinastia Han” em tradução livre – é o estilo de vestimenta mais antigo. Tem essa denominação por ter se popularizado neste período e foi adotado por mais de 3 milênios. O Hanfu é composto por uma túnica esvoaçante com mangas soltas e uma faixa na cintura, geralmente adornada. Apesar de ter sofrido algumas modificações em outras dinastias, é considerado um símbolo da autêntica cultura chinesa.

O esvoaçante Hanfu era usado por homens e mulheres
O esvoaçante Hanfu era usado por homens e mulheres

Curiosidade: animais considerados sagrados eram representados em alguns trajes. Os imperadores costumavam vestir robes com dragões estampados, um símbolo de poder supremo. Imperatrizes e as concubinas dos imperadores possuíam fênix bordadas em seus vestidos ou coroas. O dragão e a fênix eram considerados um par.

Trajes imperiais costumavam ter dragões bordados para simbolizar o poder divino
Trajes imperiais costumavam ter dragões bordados para simbolizar o poder divino

Outras peças também fazem parte da história das vestimentas chinesas. A Tangzhuang é um tipo de jaqueta masculina criada durante a Dinastia Tang (618–907), considerada uma evolução do Hanfu. Já o Cheongsam – ou Qipao – é um vestido longo feminino com botões, tradicionalmente usado na Dinastia Qing (1644-1911). Esta peça se tornou muito famosa e ainda é amplamente comercializada como roupa característica das mulheres chinesas.

O Zhongshan foi peça-chave na moda masculina a partir da década de 1910. Se assemelha a um blazer que envolve elementos ocidentais e orientais. Possui quatro bolsos, cinco botões centrais maiores na frente e três botões de punho menores em cada manga. Ficou conhecido como “Traje Mao” por ter sido constantemente usada por Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China.

Uma estátua de Mao e seu Zhongshan
Uma estátua de Mao trajando seu Zhongshan

Os acessórios eram muito importantes no código de vestimenta. As mulheres enfeitavam os cabelos com ornamentos, enquanto os homens usavam chapéus a partir dos 20 anos para indicar a maturidade. Os membros das classes mais altas na sociedade chinesa também usavam joias de jade. As diferentes combinações de peças indicavam status e classificação na corte.

Acessórios de cabeça e joias indicavam status social
Acessórios de cabeça e joias indicavam status social

Mesmo com a ocidentalização da moda na China moderna, existe um movimento de resgate dessa tradição das eras imperiais. Algumas universidades possuem a Sociedade Hanfu, cujos membros usam o traje em celebrações e apresentam sua história aos demais. Muitos apoiadores acreditam que o uso do Hanfu reforça o senso de identidade nacional, preservando a cultura e a história do país.

Jovens revivem a tradição do Hanfu na China moderna
Jovens revivem a tradição do Hanfu na China moderna

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