17 de junho de 2020

Observatório do Coronavírus #136

Senado aprova PL que institui medidas protetivas contra COVID-19 para comunidades indígenas e quilombolas; UFRB anuncia desenvolvimento de respiradores de baixo custo para ajudar no combate à pandemia

Foto de capa: Edgar Kanaykõ Xakriabá Etnofotografia

O Senado aprovou um Projeto de Lei que institui medidas para prevenir a disseminação do novo coronavírus junto aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Segundo o projeto, ações desenvolvidas atenderão os indígenas que vivem em aldeias, em áreas urbanas ou rurais e os povos indígenas vindos de outros países e que estejam provisoriamente no Brasil. O projeto segue para sanção presidencial.

As medidas integram um plano emergencial coordenado pelo governo federal. A Secretaria Especial de Saúde Indígena coordenará o projeto para execução de ações como acesso à água potável, distribuição de materiais de higiene, disponibilização de testes para diagnósticos da COVID-19 e equipamentos médicos para tratar os doentes.

Foto: Tiago Stille

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia anunciou que vai desenvolver um respirador artificial de baixo custo para ajudar no combate da pandemia da COVID-19. A iniciativa ocorreu após a instituição receber quase R$2 milhões da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação.

Segundo a UFRB, o total recebido foi de aproximadamente R$1.9 milhão, depois que a instituição enviou um plano de ação elaborado pela Administração Central, Centros de Ensino e pelo Comitê de Acompanhamento e Enfrentamento à COVID-19 para o MEC, em abril deste ano. A expectativa é que além do respirador, seja possível a compra de insumos para produção de álcool 70% e máscaras de acetato para serem distribuídos nas unidades de saúde dos municípios do Recôncavo, Portal do Sertão e Vale do Jiquiriçá.

Foto: Wera Rodsawang/Getty

O contrato anunciado na semana passada pelo Governo de SP para a produção de vacinas para o coronavírus prevê que o imunizante será uma sociedade entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac Biotech, mas ainda há uma série de fatores, além da comprovação da vacina, para serem considerados, antes da eventual produção da vacina no Estado.

Segundo o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, o acordo não envolve cifras monetárias, uma vez que o compromisso é que o Butantã faça o estudo clínico da vacina, que tem o nome provisório de Coronavac. Ele estima, com base em outros estudos clínicos já feitos pelo instituto, que o investimento necessário seja da ordem de R$ 85 milhões. A decisão pelo investimento em uma produção própria está atrelada à certeza da eficácia da vacina e à disponibilidade de doses importadas. Entretanto, uma gama de incertezas abre espaço para que vacinas feitas na China sejam usadas no SUS, no lugar da produção local, enquanto a fábrica do Butantã não estiver operacional.

Foto: Yves Hermann/Reuters

Pesquisadores no Reino Unido afirmam ter encontrado o que por enquanto é o primeiro tratamento capaz de evitar mortes por COVID-19: a dexametasona. Os responsáveis pelo ensaio clínico Recovery, realizado no Reino Unido com mais de 11 mil pacientes, informaram que essa droga reduz a mortalidade entre os doentes muito graves, que precisam de respiração assistida, e também entre aqueles que necessitam de oxigênio. O medicamento não demonstrou benefícios entre pacientes com casos mais leves de COVID-19. Esses resultados ainda são preliminares, mas os responsáveis pelo trabalho disseram que em breve os publicarão em uma revista científica devidamente revisada por especialistas independentes.

Foto: Kham/Reuters

A pandemia trouxe muitas incertezas sobre o futuro próximo. Além das consequências sociais e econômicas, muita gente se pergunta se poderá voltar a viajar como antes, já que a difusão do coronavírus ocorreu por causa da circulação de pessoas. Contudo, para o embaixador do Brasil na França, ainda que seja um obstáculo temporário, a epidemia não deverá frear o curso da globalização

O assunto foi discutido em um fórum digital que reuniu executivos de grandes montadoras de veículos, como Renault-Nissan, Scania, além do diplomata Luís Fernando Serra, atual embaixador do Brasil na França. Serra acredita na retomada da circulação internacional após um contexto de restrições. A previsão do Fundo Monetário Internacional é de uma redução de 3% do PIB mundial em 2020. “Há um instinto de proteção nas horas de crise. Contudo, desde que os chineses abriram a rota da seda, o mundo não parou de se globalizar”, afirma o diplomata.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 35 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 140 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 923 mil casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 45 mil óbitos.

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