8 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #158

Senado aprova indenização a profissional de saúde afetado pela COVID-19. Lote com 11 milhões de máscaras de proteção importadas da China pelo governo federal chega ao Brasil

Foto de capa: Andréa Rêgo Barros/Prefeitura de Recife

O Senado aprovou o Projeto de Lei 1.846/2020, que garante indenização de R$ 50 mil a profissionais de saúde incapacitados permanentemente em virtude de contato com o novo coronavírus durante exercício da profissão. No caso de morte do profissional, o pagamento será feito à família. Como os senadores alteraram o texto aprovado na Câmara dos Deputados, a matéria volta para lá, onde será novamente apreciada.

De acordo com o projeto, o pagamento será feito em parcela única de R$ 50 mil para profissional permanentemente incapacitado. Em caso de morte, o cônjuge e os dependentes do profissional receberão a indenização. O cálculo é de R$ 10 mil multiplicados pelo número de anos que faltem para que os menores completem 21 anos.

Foto: Ministério da Infraestrutura

Um lote com 11,8 milhões de máscaras importadas da China chegou ontem no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo. O voo foi contratado pelo governo federal e faz parte de um projeto que visa trazer para o Brasil 240 milhões de máscaras cirúrgicas e do tipo N95.

Até o momento, foram realizados 33 voos, dos 40 contratados, e já foram recebidas 220 milhões de máscaras. O carregamento recebido foi o maior desde o início da operação no dia 6 de maio, o recorde anterior era de 9,2 milhões de máscaras. Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, 960 toneladas de equipamentos foram transportados no total.

Foto: Daniel Castellano/SMCS/Divulgação

A Organização Mundial da Saúde reconheceu “evidências emergentes” de transmissão do coronavírus pelo ar, depois que um grupo de cientistas cobrou o organismo global a atualizar suas orientações sobre como a doença respiratória se espalha. A OMS havia dito anteriormente que o vírus que causa a Covid-19 se dissemina principalmente através de pequenas gotículas expelidas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada que logo caem no chão. Benedetta Allegranzi, principal autoridade técnica de prevenção e controle de infecções da OMS, disse que há evidências emergentes de transmissão do coronavírus pelo ar, mas que estas não são definitivas.

Foto: Andressa Anholete / Getty Images

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, a testagem em massa da população é uma das maneiras mais eficazes de evitar a proliferação do vírus. Mas por que isso não aconteceu no Brasil? Segundo Patrícia Munerato, diretora da divisão de Análise Genéticas da Thermo Fisher Scientific (empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias para o setor da saúde), é impossível elencar apenas um motivo para isso.

Uma das principais razões seria a escassez dos materiais necessários para a fabricação dos testes no período inicial da pandemia no Brasil, no mês de março. Outro motivo seria a dificuldade em estabelecer uma cadeia logística eficiente em um país tão grande. “Há relatos em vários estados que nem toda amostra recolhida chega até os laboratórios”, diz.

De acordo com Rodrigo Moura, diretor-geral da Thermo Fisher Brasil, o próprio mercado, ao perceber o aumento da demanda, foi capaz de solucionar o problema da escassez de insumos. “Na Thermo Fisher, por exemplo, direcionamos a produção. Máquinas que produziam plásticos para determinada aplicação passaram a atender a demanda dos testes.”

Foto: Wang Yuguo / Xinhua

As complicações do novo coronavírus que afetam o cérebro, potencialmente fatais, como um acidente vascular cerebral, delírios, alucinações ou lesões nervosas, podem ser mais comuns do que se pensava inicialmente, alertou hoje uma equipe de médicos britânicos. Sabe-se que infecções graves por COVID-19 apresentam riscos aumentados de complicações neurológicas, mas pesquisas da University College London sugerem que problemas sérios podem ocorrer mesmo naqueles com formas leves da doença. O estudo, publicado na revista especializada Brain, mostra que nenhum dos pacientes diagnosticados com problemas neurológicos tinha o vírus da covid-19 no líquido cefalorraquidiano, sugerindo que o vírus não atacou diretamente o cérebro.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 45 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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