19 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #169

Hospital das Clínicas da USP investiga casos de reinfecção por coronavírus em brasileiros. No G20, Brasil diz que medidas contra pandemia são 10% do PIB.

Foto de capa: Karim Sahib

Dois casos suspeitos de reinfecção por COVID-19 em pessoas que já haviam se curado da doença estão sob investigação pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O HC considerou essa hipótese depois que os pacientes voltaram a testar positivo para a doença e passaram a manifestar sintomas da enfermidade. Mas a instituição informou que ela é “ainda pouco provável” visto que não há uma comprovação científica de que é possível se infectar com o novo coronavírus mais de uma vez.

De todo modo, o hospital quer apurar se o novo diagnóstico da doença trata-se, na verdade, de vestígios inativos do vírus Sars-CoV-2 que continuaram no corpo dos pacientes em questão. Uma terceira possibilidade para o caso, de acordo com o HC, é que as duas pessoas tenham sido acometidas por uma enfermidade diferente da COVID-19.

Foto: Marcos Correa

O impacto fiscal primário do programa brasileiro de apoio à economia em função da crise causada pela pandemia de COVID-19 atinge quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) doméstico, mas as medidas ajudam a mitigar os reflexos negativos sobre o crescimento da atividade local. Estas foram algumas das observações feitas pelo Brasil durante a reunião financeira do grupo das 20 maiores economias do globo (G20), que ocorreu neste sábado de forma virtual sob a presidência da Arábia Saudita.

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos contra a disseminação do novo coronavírus no Brasil “sufocaram” a economia do país. Em frente ao Palácio da Alvorada, onde cumpre quarentena por ter sido diagnosticado com a Covid-19, o presidente falou informalmente a apoiadores, após breve cerimônia para hastear a bandeira nacional. As declarações foram transmitidas pela página oficial de Bolsonaro no Facebook.

Foto: Marcelo Casal Jr.

Uma vacina para combater o coronavírus deve ficar pronta em 2021 no Brasil e ser incorporada ao Sistema Único de Saúde, o SUS, mas, de acordo com especialistas, o combate ao avanço da Covid-19 demanda investimento do governo e da iniciativa privada em estrutura e atendimento. 

A pneumologista Margareth Dalcolmo disse que a produção de duas vacinas tem avançado no Brasil, uma no Instituto Butantã e outra na Fiocruz. Segundo a médica, elas devem ficar prontas apenas em 2021. A previsão é que elas sejam incorporadas ao calendário do SUS.

Para a cientista Natalia Pasternak, o investimento precisa ser aproveitado também para atender pessoas em bairros periféricos, onde a taxa de infecção é mais alta do que a média. 

Segundo as especialistas, ainda não há sinal de queda na curva de casos e mortes no Brasil e nem previsão de quando isso pode ocorrer.

Foto: Thomas Peters/Reuters

O subsecretário geral do governo de Pequim, Chen Bei, anunciou, neste domingo, que a capital da China está há 13 dias sem novos casos de infecção pelo novo coronavírus e, por isso, será possível reduzir os níveis de alerta local já nesta segunda-feira. Segundo explicou a autoridade, hoje é alcançado o tempo médio de incubação do patógeno. Os visitantes que desembarcarem em Pequim, provenientes do exterior, contudo, deverão seguir cumprindo duas semanas completas de isolamento, embora os voos para a capital sigam sendo desviados para outras cidades chinesas.

ACOMPANHE O STATUS DO CORONAVÍRUS EM TEMPO REAL

O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 28 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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