27 de julho de 2020

Observatório do Coronavírus #177

Pesquisadores afirmam que Brasil chegou ao platô na curva de contágio por COVID-19. Vacina produzida pela Moderna apresenta bons resultados contra mutação mais comum do coronavírus.

Foto de capa: Tomaz Silva

De acordo com um levantamento, o Brasil conseguiu alcançar o platô na curva de coronavírus, tanto no número de novos casos confirmados quanto de óbitos. Desde o primeiro caso confirmado da doença em 26 de fevereiro até o final de junho, o país registrou aumento constante da média móvel de novos casos. Desde 28 de junho, a média móvel se estabilizou entre 36.000 e 38.000.

Pesquisadores de 15 renomadas concluíram em um estudo que embora a adoção de medidas de distanciamento social, como o fechamentos de escolas e do comércio, tenha reduzido o potencial de propagação do vírus pela metade em São Paulo e no Rio de Janeiro, a epidemia ainda não está sob controle nesses estados e no resto do Brasil. Para controlá-la, eles alertam para a necessidade implementar “triagem diagnóstica rápida e acessível, rastreamento de contatos, quarentena de novos casos e medidas coordenadas de distanciamento social e físico em todo o país, além do uso de máscaras ao sair de casa.

Foto: Governo de São Paulo

Uma candidata a vacina contra o coronavírus teve bons resultados contra a mutação mais comum do vírus – e pode deixar o desenvolvimento de uma cura mais próximo. De acordo com um novo estudo, o produto fabricado pela empresa de biotecnologia Moderna foi testado para a mutação D614G do vírus, presente em mais de 70% das infecções confirmadas no mundo. É também a cepa mais comum na Europa, chegando a 100% dos casos em alguns países.

Essa mutação também se reproduz mais nas vias respiratórias e, assim, é mais transmissível de pessoa para pessoa. Como esse vírus possui uma estrutura que se conecta mais facilmente às células, também está mais suscetível ao ataque de anticorpos, descobriu a pesquisa. A pesquisa diz que, por ser mais transmissível, essa variedade do vírus também é mais suscetível a anticorpos.

Foto: Ivan Abreu/Bloomberg

O número de voos diários de passageiros na China se recuperou e já chega ao patamar de 80% dos níveis pré-coronavírus, informou a Administração de Aviação Civil Chinesa (CAAC), à medida que a indústria da aviação de todo o mundo se recupera da queda na demanda de viagens causada pela pandemia.

As companhias aéreas chinesas operaram 13.059 voos de passageiros na última quinta-feira (23/07), informou o regulador de aviação chinês. O tráfego diário de passageiros chegou a quase 70% do nível visto no ano passado. Os fatores de aproveitamento (taxa de ocupação das aeronaves) ficando na média de 73,57%.

Foto: Andreas Gebert/Reuters

O governo da Alemanha decidiu testar viajantes que retornarem ao país após visitas a regiões consideradas de alto risco de contágio do coronavírus. A medida é uma tentativa de evitar a adoção de novas quarentenas após o desembarque. Os exames serão feitos nos aeroportos. Passageiros que vindos de outras áreas também serão testados gratuitamente, mas não imediatamente após desembarcarem, segundo as autoridades alemãs. Eles terão 72 horas para realizar os testes, de forma voluntária, em hospitais do país.

Novos surtos de coronavírus na Espanha aumentam o temor de “segunda onda” na Europa. O país está adotando medidas para conter o novo aumento nos casos de coronavírus. A Catalunha proibiu o funcionamento de bares e discotecas à noite pelas próximas duas semanas e outras cidades e regiões também estão testemunhando surtos. O Reino Unido anunciou que quem voltar da Espanha para o país terá que se isolar por 14 dias. A Noruega tomou medidas semelhantes e a França emitiu um alerta de viagem.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 24 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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