9 de agosto de 2020

Observatório do Coronavírus #190

Brasil ultrapassa a marca dos 3 milhões de pessoas infectadas e 100 mil mortes pela COVID-19.

Foto de capa: Amanda Perobelli/Reuters

Com 46.305 novos casos nas últimas 24 horas, o Brasil chegou a 3.013.369 infectados pelo covid-19 desde o início da pandemia. Anteriormente, os dados já indicavam que o país tinha alcançado marca superior a 100 mil mortes. Segundo o boletim mais recente, o país teve 841 óbitos confirmados desde ontem à noite. O total agora é de 100.543.

O país segue em segundo lugar no número de casos e mortes, atrás apenas dos Estados Unidos nos dois quesitos, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Foto: Caíque Toledo

Sessenta e sete pequenas cidades espalhadas pelo interior do país ainda estão imunes à chegada do novo coronavírus. Com exceção do Norte, todas as regiões do país têm municípios ainda livres da covid-19. Em regra, são cidades pequenas e quase que isoladas geograficamente.

Em Ribeirão Corrente, uma das duas cidades paulistas ainda não registra caso de covid-19, o comércio está funcionando com uma barreira física na entrada e pontos de acesso a álcool gel. Em João Dias, no semiárido do Rio Grande do Norte, não há rodovias de grande fluxo cortando o município, e a cidade é a única do estado a não registrar casos de covid-19.

China e alguns de seus vizinhos do leste asiático, como Japão e Coréia do Sul, travam bem-sucedida batalha contra a Covid-19. Essa boa performance dos países no combate à doença contagiosa se deve, sem margem para questionamento, ao senso de coletividade enraizado na cultura oriental.

Muito antes desse novo inimigo invisível pôr em risco a população mundial, hábitos em prol do bem comum, como o uso de máscara de proteção facial ao menor sinal de gripe, sobretudo em transportes públicos, para evitar contaminação em massa, já eram encarados com total naturalidade por lá. Esse modo de conduta mais atento aos anseios da comunidade está ligado aos costumes da nação e à religiosidade. Os hábitos de higiene pessoal comuns na Ásia Oriental, sobretudo no Japão e na Coreia, foram, sem dúvidas, fundamentais para o controle da pandemia na região.

Além do uso de máscaras e da frequente higienização de mãos e locais, também fazem parte dos hábitos mais comuns a saudação à distância, o respeito aos mais velhos – que faz com que os jovens tenham medo de infectar seus pais e avós, e a disciplina.

Foto: Wolfram Scheible

Bill Gates está otimista com relação aos avanços científicos e inovações alcançados na corrida para tratar do novo coronavírus. O cofundador da Microsoft previu que uma pandemia estava para chegar. Agora, dá sua perspectiva para o final da crise sanitária no mundo: o fim de 2022. Em entrevista à revista Wired, publicada na sexta-feira (7), Gates estimou que países ricos estarão livres da doença até o fim de 2021. O resto do mundo, acredita o segundo homem mais rico do mundo, provavelmente terá que esperar mais um ano para isso.

Apesar deste sinal positivo, Gates está preocupado que se perderão muitos anos nos tratamentos à malária, poliomielite e HIV, além do endividamento e instabilidade em países de tamanhos diversos. Para o executivo, “levará anos para voltar a onde você estava no início de 2020”, pois a crise causará danos negativos em uma magnitude semelhante a Primeira e Segunda Guerra mundiais — embora menores.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 49 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 167 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 1,1 milhão casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com mais de 53 mil óbitos.

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