16 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #221

Ministério da Saúde estuda distribuir “Kit Covid-19” gratuitamente na Farmácia Popular.

Foto de capa: Xinhua/Jigme Dorje

O Ministério da Saúde discute distribuir gratuitamente um “kit covid-19” no Farmácia Popular. A ideia é reembolsar os estabelecimentos conveniados todo o valor de sulfato de hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina retirados por pacientes de covid-19. Embora não haja comprovação da eficácia sobre o uso destes medicamentos contra o novo coronavírus, o tratamento tornou-se aposta do governo de Jair Bolsonaro.

Desde julho a pasta faz estudos sobre a “viabilidade” da inclusão dos produtos no Farmácia Popular. O programa distribui gratuitamente ou com desconto de 90% medicamentos para controle de doenças crônicas, que atingem milhões de brasileiros, como diabetes, hipertensão e asma. Será preciso prescrição médica para retirar o “kit covid”.

Foto: Lei Yong/Xinhua

Os parques temáticos do estado de São Paulo poderão voltar a funcionar a partir da próxima quarta-feira (23). As atividades têm de ser ao ar livre e só poderão funcionar com 40% da capacidade máxima de público. O anúncio foi feito pelo governador João Doria, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. As unidades poderão funcionar, no máximo, por oito horas por dia seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Segundo dados do governo paulista, a reabertura de parques temáticos recupera 26 mil postos de trabalho, de forma direta e indireta, no setor. Segundo Vinícius Lummertz, secretário de Turismo de São Paulo, a reabertura de parques temáticos em São Paulo dá condições “a uma retomada segura”, reaquecendo inicialmente o turismo de proximidade.

Foto: Xinhua/Zhang Yuwei

O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) investiga 28 casos de pacientes que podem ter sido reinfectados pela Covid-19. Dezesseis casos são investigados pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, e outros 12 pela unidade de Ribeirão Preto, no interior do estado. Segundo o hospital, o que chama a atenção é o período de intervalo entre a primeira infecção e possivelmente a segunda: de dois a quatro meses. O método mais utilizado para saber se teve a reinfecção pelo coronavírus é fazer o sequenciamento genético do vírus e verificar se há uma diferença no material da primeira para a possível segunda infecção.chegou silenciosamente e começou a estabelecer uma base sem ser detectado na Costa Oeste por volta do Natal de 2019.

Foto: Xinhua/Jia Minjie

Uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida na China pode estar pronta para aplicação em larga escala a partir de novembro, afirmou um alto funcionário do governo à imprensa estatal, enquanto se intensifica a corrida mundial para alcançar a fase final de testes clínicos.

Os cientistas chineses estão muito otimistas com os avanços — as empresas Sinovac Biotech e Sinopharm inclusive exibiram durante este mês as vacinas candidatas em um evento comercial em Pequim. Wu Guizhen, especialista em biossegurança do Centro Chinês para o Controle de Doenças, não explicou sobre qual vacina fazia referência, apenas que “de acordo com os resultados clínicos da fase 3, o atual progresso é muito rápido”.

Foto: Attila Volgyi/Xinhua

Em vários países da Europa a retomada das aulas se tornou sinal de que a situação está sob controle ― mesmo que, em muitos casos, este sinal seja mais um desejo do que realidade. Com o ano letivo no hemisfério norte começando agora em setembro, aumentam os esforços governamentais para criar medidas que garantam aos estudantes, professores, funcionários e familiares que a escola pode ser um ambiente seguro contra a covid-19.

As escolas do Reino Unido começaram a reabrir suas portas em 2 de setembro, com a exceção da Escócia, que decretou a volta às aulas já em meados de agosto. O Governo de Boris Johnson, que tinha assumido como objetivo prioritário a recuperação da normalidade nas salas de aula, cantou vitória ao anunciar uma presença de 90% de alunos em todo o país.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 36 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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