23 de setembro de 2020

Observatório do Coronavírus #224

Governador de SP afirma que CoronaVac se mostrou segura em 94,7% dos testes realizados com voluntários. Manaus pode ter alcançado a imunidade de rebanho contra COVID-19.

Foto de capa: Xinhua

O governador do estado de São Paulo, João Doria, afirmou hoje que 94,7% dos mais de 50 mil voluntários testados na China não apresentaram nenhum efeito adverso à vacina CoronaVac. O dado faz parte de um estudo divulgado em entrevista coletiva nesta quarta (23).

“Esses resultados comprovam que a Coronavac tem um excelente perfil de segurança e comprova também a manifestação feita pela Organização Mundial da Saúde, indicando a Coronavac como uma das 8 mais promissoras vacinas em desenvolvimento no seu estágio final em todo o mundo”, disse o governador.

Foto: Xinhua/Lucio Tavora

Cientistas brasileiros estimaram que Manaus pode ter alcançado a imunidade de rebanho contra o coronavírus com até 66% da população manauara tendo desenvolvido anticorpos para o vírus. Os cientistas alertam, entretanto, que chegaram à conclusão depois de analisar amostras de um banco de doadores de sangue, que não necessariamente representa toda a população da cidade.

A pesquisa, que ainda precisa passar por revisão de outros cientistas, é de 34 autores de várias faculdades da USP, incluindo a Faculdade de Medicina, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, além de outras instituições no Amazonas, em São Paulo e nos EUA.

Foto: Xinhua/Rahel Patrasso

Um estudo global sobre a saúde mental de meninas e mulheres durante a pandemia do novo coronavírus mostrou que quase 90% das brasileiras entre 15 e 24 anos sentem níveis médios a altos de ansiedade. Realizado pela Ong Plan Internacional, o estudo será divulgado nesta quarta-feira (23) durante a Assembleia da ONU.

“A ansiedade tem a ver com o medo da falta de proteção, medo de alguém da família ficar doente, e do que vem por aí. Além de efeitos colaterais como o acesso à renda. Muitas delas perderam empregos ou tinham empregos informais e foram muito impactadas financeiramente. Isso traz uma ansiedade ainda maior”, explicou à agência RFI Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.

Foto: Xinhua

A Europa se vê diante de um cenário “alarmante”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): o continente hoje registra mais casos de Covid-19 que em março e abril, nos piores momentos da pandemia. De Leste a Oeste, países endurecem suas restrições para tentar conter o vírus, buscando evitar a imposição de novas quarentenas nacionais.

A Espanha registrou, na sexta-feira, mais de 11 mil alterações, enquanto na França, os casos diários se aproximaram de 10,6 mil. Restrições foram reimpostas em ambos os países, assim como no Reino Unido – na Inglaterra, os novos diagnósticos praticamente dobraram em uma semana. Países da Europa Central e Oriental, menos afetados na primeira onda, agora também veem um aumento exponencial das infecções.

Os motivos para a aceleração atual são diversos, mas vinculam-se à retomada das atividades após o fim dos bloqueios, entre maio e junho. Como o vírus nunca deixou de circular, bastou um relaxamento para que as taxas de infecção voltassem a crescer.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 33 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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