4 de novembro de 2020

Observatório do Coronavírus #242

Estudo realizado no Reino Unido aponta que pessoas infectadas podem manter anticorpos contra COVID-19 até 6 meses pós-infecção

Foto de capa: Xinhua/Vall d’Hebron Hospital

Um estudo publicado pelo UK Coronavirus Immunology Consortium (UK-CIC) aponta que a maioria das pessoas infectadas pela covid-19 podem manter anticorpos contra a doença mesmo seis meses após o contágio. A pesquisa tem como base as células T, que são parte do sistema imunológico e responsáveis por combater agentes desconhecidos no organismo, como os vírus.

De acordo com a pesquisa, a resposta das células T contra a covid-19 continuava presente em todos os indivíduos avaliados após seis meses da contaminação, o que pode indicar que uma memória celular robusta contra o vírus persiste por pelo menos seis meses. 

“Esta é uma notícia promissora: se a infecção natural com o vírus pode provocar uma resposta robusta de células T, então isso pode significar que uma vacina poderia fazer o mesmo”, afirmou a professora Fiona Watt, Presidente Executiva do Conselho de Pesquisa Médica.

Um estudo realizado no Brasil é o segundo a nível mundial a associar a falta de vitamina D no organismo aos casos graves da Covid-19. Conduzida apenas com pacientes idosos pelo nutrólogo Thiago José Martins Gonçalves, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (Braspen), a pesquisa mostrou que 94% dos pacientes intubados por causa do novo coronavírus tinham índices baixos da da vitamina D, que hoje já é considerada um hormônio. 

O levantamento foi publicado na revista Clinical Nutrition, da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (Espen) e avaliou 176 pacientes com idade média de 72 anos. “Manter níveis adequados de vitamina D passa a ser importante neste momento de pandemia”, explica o especialista.

Cerca de 15 milhões de visons, pequenos mamíferos semelhantes às doninhas, deverão ser sacrificados na Dinamarca para impedir a propagação de uma mutação da covid-19. Segundo o governo dinarmaquês, os animais já transmitiram a doença a pelo menos 12 pessoas. Até agora, é o único caso conhecido de transmissão para humanos.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, assinou na noite de ontem (3) um decreto para instaurar um novo toque de recolher em todo o país, em meio à segunda onda de Covid-19 na Europa. A restrição será das 22h às 5h, começa na quinta-feira (5) e vai até 3 de dezembro. O país registrou um recorde de quase 32 mil novos infectados no sábado (31), mas o número de mortes continua bem abaixo das registradas na primeira onda, entre março e abril.

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O gráfico oficial mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número casos acumulados de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil chega aos 11 mil em apenas 24 horas, em comparação com a avaliação feita no dia anterior. No site é possível ver também o número de óbitos e de pessoas recuperadas da COVID-19.
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que foram identificados mais de 267 mil novos casos de infectados pelo coronavírus no mundo em apenas 24 horas. EUA lideram os rankings de confirmados, seguido pelo Brasil, com mais de 3,5 milhões de casos. Em relação ao número de óbitos, o Brasil ocupa atualmente o 2º lugar no ranking mundial, com quase 113 mil óbitos.

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