18 de janeiro de 2021

Observatório do Coronavírus #270

Vacinação no Brasil começa nesta segunda-feira, às 17h, diz ministro da Saúde

A vacinação nacional contra a Covid-19 começará às 17h desta segunda-feira (18), em todos os Estados, anunciou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A vacina utilizada será a CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac.

Em pronunciamento ao lado de governadores no galpão logístico do Ministério da Saúde no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, Pazuello alertou que o início da vacinação nacional não desobriga a população de continuar a se prevenir da doença, com o uso de máscaras e o distanciamento social, medidas criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Fica combinado então que a gente distribui tudo hoje e começa (a vacinar) hoje ao final do dia, em princípio às 17h”, disse o ministro ao lado dos governadores.

O Ministério da Saúde começa a distribuir, nesta segunda-feira (18), quase 6 milhões de doses da CoronaVac para todos os estados e o Distrito Federal. Os estados poderão iniciar as campanhas de vacinação a partir das 17h (horário de Brasília). Das 6 milhões de doses, 4.636.936 serão enviadas aos estados brasileiros. As outras 1.357.640 serão distribuídas no estado de São Paulo, segundo o governo estadual.

Os primeiros voos sairão de São Paulo para o Distrito Federal e para as capitais de dez estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

A China oferecerá vacina gratuita para toda sua população (1,4 bilhão), começando por 50 milhões de pessoas até o feriado do Festival da Primavera. Mais de 9 milhões de pessoas de grupos de alto risco já foram vacinadas, incluindo 1 milhão em Pequim e cerca de 140 mil na província vizinha de Hebei, com 334 novos casos.

O Ano Novo Chinês ou Festival da Primavera, é o feriado mais importante dentro do calendário chinês. As celebrações do Ano Novo Lunar de 2021, que marcam o início da Semana Dourada e o Festival da Primavera, começam no sábado, 12 de fevereiro de 2021.


O laboratório chinês Sinovac Biotech disse hoje (18) que o estudo clínico com a vacina CoronaVac, realizado no Brasil, mostrou que o imunizante foi até 20 pontos percentuais mais eficaz em um pequeno subgrupo de pacientes que receberam a segunda dose do fármaco com um intervalo maior. A taxa de proteção para 1.394 voluntários que receberam doses da CoronaVac ou um placebo com intervalo de três semanas entre elas foi de quase 70%, disse um porta-voz da Sinovac.

Pesquisadores do Instituto Butantan, que liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, disseram na semana passada que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% com base nos resultados dos testes em um grupo de 9 mil voluntários que receberam as doses com intervalo de 14 dias entre elas. O instituto também disse que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% em evitar quadros moderados e graves.

Falta de insumo da China ameaça vacinas do Butantan e da Fiocruz. Depois da aprovação das vacinas, CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz, os centros de imunizantes do Brasil estão em alerta pelo represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China.

Em São Paulo, o estoque de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), o princípio ativo da chinesa Coronavac, só permitirá a formulação e o envase até o fim de janeiro. No Rio de Janeiro, a situação é pior em relação à vacina da britânica AstraZeneca/Universidade de Oxford: a entrega do produto ainda não começou, apesar de ser esperada desde o final do ano passado.

O governo de SP começa a distribuir insumos e doses da CoronaVac para seis hospitais de referência do estado hoje (18). A vacinação começou no último domingo no Hospital das Clínicas, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina contra a Covid-19. Segundo o governo estadual, 112 profissionais foram imunizados neste primeiro dia.

“Vamos começar com os Hospitais da Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas (da Unicamp), Botucatu (da UNESP), Marília (FAMEMA) e Hospital de Base de São José do Rio Preto. E, na sequência, todos os hospitais públicos e privados”, disse o governador João Doria.

O Consórcio de Veículos de Imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 13h de hoje (18). Ao todo são: 209.906 novos óbitos e 8.490.133 pessoas infectadas pela doença. Desde o último balanço, às 20h de domingo (17), cinco estados atualizaram seus dados: GO, MG, MS, RR e TO.

No domingo (17), às 20h, o país registrou 518 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 209.868 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 961. A variação foi de +36% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

A enfermeira Mônica Calazans, 54, foi a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a Covid-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no último domingo (17) os pedidos de uso emergencial no Brasil das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz.

Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no país no combate à Covid-19. As vacinas serão usadas preferencialmente para uso em programas de saúde pública e, inicialmente, destinadas para imunização de pessoas de grupos de risco como indígenas, idosos e profissionais de saúde.

O Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) viabilizou o envio de 1.700 cilindros de oxigênio – o equivalente a 17 mil metros cúbicos – para Manaus (AM). A carga saiu na madrugada desta sábado (16/1) do aeroporto de Guarulhos (São Paulo).

A ação é resultado da colaboração entre o Ibrachina e a Ordem dos Advogados do Brasil, através da Coordenação Brasil-China. O Comitê de Crise do Congresso Nacional , presidido pelo deputado Evair de Melo, intermediou a ação. A iniciativa também teve o apoio da Força Aérea Brasileira, da IBG e da White Martins.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 95.179.173 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 23.952.960 infectados, seguido por Índia e Brasil, com 10.571.773 e 8.488.099, respectivamente.

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