15 de fevereiro de 2021

Observatório do Coronavírus #282

Rio de Janeiro suspende vacinação por falta de doses

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou nesta segunda-feira (15), que o município não recebeu novas doses da vacina contra a Covid-19 e por isso terá que interromper o calendário de vacinação na cidade.

Segundo mensagem postada em redes sociais, hoje ainda serão vacinadas pessoas com 84 anos e amanhã com 83. “Estamos prontos e já vacinamos 244.852 pessoas. Só precisamos que a vacina chegue. Nova leva deve chegar do Butantan na próxima semana”, disse o prefeito do Rio.

Apesar dos avanços no programa de vacinação, ainda não existem datas para vacinação de todos os idosos abaixo de 80 anos em São Paulo. Até agora o Brasil contratou doses para vacinar apenas um quarto da população prioritária contra Covid-19 neste primeiro trimestre.

O cronograma de vacinação feito pelo Estado de São Paulo, por exemplo, começou com profissionais de saúde, indígenas, quilombolas, além de idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência a partir de 18 anos que vivem em instituições de longa permanência. Na sequência vieram os idosos acima de 90 anos e na quarta-feira foi divulgado o mais recente cronograma, com datas para população entre 80 e 89 anos.

Clínicas de São Paulo estão negociando a venda da vacina indiana Covaxin, que não conta com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já existem listas de espera e, de acordo com os responsáveis, o preço cobrado pelas duas doses chegará a R$ 1.400. A promessa é que em 30 de abril as doses da Covaxin estejam disponíveis.

De acordo com a Associação Brasileira das Clínicas Particulares, várias unidades da capital paulista já estão sondando possíveis interessados na vacina indiana.

O estado do Amazonas registrou um aumento de 41% das mortes por Covid-19, após a crise causada pela falta de oxigênio em hospitais de Manaus. A comparação foi feita com base em dados atualizados de óbitos da FVS (Fundação em Vigilância de Saúde) do Amazonas.

Houve uma falta quase que sincronizada de oxigênio em vários hospitais na madrugada e manhã do dia 14 de janeiro, o que levou médicos a terem de escolher entre os pacientes quem tinha mais chances de sobrevivência para receberem o insumo.

Com a pandemia, o setor aéreo e o de turismo sofreram um baque nunca antes visto. Segundo números da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), a demanda global por transporte aéreo encerrou o ano de 2020 em queda de 70% na comparação com 2019.

Porém, com o início das campanhas de imunização ao redor do mundo, o setor volta a ensaiar uma retomada, ainda que o ritmo de recuperação mude muito de um país para outro. E junto com a tentativa do setor de voltar a uma certa normalidade, surgem dúvidas sobre como o turismo irá se rearranjar após a vacinação. Confira a opinião de especialistas.

A Alemanha fechou no último domingo (14) grande parte de suas fronteiras com a República Tcheca e o Tirol austríaco para tentar conter a propagação das variantes do coronavírus, o que provocou desentendimentos com a União Europeia.

Os únicos que estão autorizados a passar são os cidadãos alemães, os residentes no país e os trabalhadores fronteiriços essenciais, assim como o transporte de mercadorias, com a obrigação de apresentar um teste PCR negativo para o coronavírus.

A França está em alerta após a descoberta de 300 casos de contaminação pelas novas variantes sul-africana e brasileira do coronavírus no departamento de Moselle, no leste do país.

A Moselle é uma das regiões com maior incidência do vírus no país: 290 casos positivos para cada 100 mil habitantes, contra a média nacional de 201 casos positivos por 100 mil habitantes. No entanto, é a rápida propagação das variantes brasileira e sul-africana no leste da França que preocupa as autoridades. Em apenas quatro dias, 300 infecções foram identificadas.

O Brasil registrou 647 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 239.294 óbitos desde o começo da pandemia. Os dados são do último levantamento realizado no domingo (14), pelo Consórcio de Veículos de Imprensa.

Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.105 – a maior já registrada desde o início da pandemia. O recorde anterior era do dia 25 de julho de 2020 (1.097). Já são 25 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +4% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 108.969.896 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 27.645.547 infectados, seguido por Índia e Brasil, com 10.916.589 e 9.834.513 respectivamente.

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