29 de março de 2021

Observatório do Coronavírus #300

Fiocruz recebe insumos para 12 milhões de doses da vacina de Oxford

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu no início da manhã deste domingo (28), duas novas remessas de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China para a produção da vacina contra a Covid-19. O material é suficiente para fabricar cerca de 12 milhões de doses da vacina de Oxford / AstraZeneca.

A carga deveria ter chegado neste sábado, mas houve um atraso na conexão do voo em Luxemburgo. O avião trazendo os insumos pousou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, por volta das 6h40 do último domingo.

A China ultrapassou os Estados Unidos e a Índia e voltou a ser o país com a maior quantidade de vacinas contra a Covid-19 aplicadas por dia na última semana, aponta balanço do Our World in Data. O gigante asiático administrou uma média de 2,82 milhões de doses na última semana, contra 2,51 milhões dos EUA e 2,31 milhões da Índia.

A Índia tinha superado a China no começo do mês, quando começou a acelerar a sua vacinação. O país passou de menos de 500 mil doses aplicadas por dia no fim de fevereiro para mais de 2 milhões atualmente. A última vez que a China liderou a vacinação no mundo foi no início de fevereiro, segundo o projeto ligado à Universidade de Oxford.

Completam o top 10: Reino Unido (média de 591 mil doses/ dia), Brasil (506 mil), Indonésia (422 mil), Rússia (408 mil), Turquia (256 mil), Alemanha (230 mil) e França (213 mil).

Apesar do Plano Nacional de Operacionalizações de Vacinação contra a Covid-19 estabelecer uma ordem de imunização do grupo prioritário, alguns estados e o Distrito Federal têm colocado professores e forças de segurança antes de categorias que estariam na frente. Essas ações vão contra as diretrizes do Ministério da Saúde, segundo as quais os estados não devem pular a ordem de vacinação do grupo prioritário.

Os entes federados, porém, têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas.

Ao longo de 2020, a comunidade científica conseguiu realizar o que parecia impossível: desenvolver em tempo recorde vacinas que geralmente levariam anos ou mesmo décadas para serem criadas. “Nem o mais otimista de nós imaginava que em tão pouco tempo teríamos tantas vacinas contra a Covid-19”, diz o infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em fevereiro deste ano pelo menos sete imunizantes contra o coronavírus já haviam sido lançados no mundo. Centenas de candidatos estavam em desenvolvimento – mais de 60 já em fase clínica, ou seja, com testes em humanos. Atualmente, há 13 imunizantes aprovados e 83 em fase de testes clínicos. E esses números tendem a continuar subindo, de acordo com os especialistas.

O Brasil teve mais mortes por Covid-19 nos últimos sete dias do que Estados Unidos, México, Itália e Rússia somados, apontam dados do Our World in Data desta segunda-feira (29). O país registrou 18.164 óbitos, contra 16.031 dos outros quatro com mais óbitos na semana passada (6.787 nos EUA, 3.587 no México, 2.991 na Itália e 2.666 na Rússia). EUA, México, Itália e Rússia têm somados mais de 650 milhões de habitantes, mais que o triplo da população brasileira (209 milhões).

O governador de São Paulo, João Doria, foi questionado nesta segunda-feira (29) sobre o porquê dele não ter citado o uso de tecnologia estrangeira no desenvolvimento da Butanvac, vacina do Instituto Butantan, que foi anunciada como “100% brasileira.”

O hospital Mount Sinai, de Nova York, afirmou que a Butanvac se utilizou de pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos. Doria minimizou o fato e disse que, no momento, qualquer tecnologia e ajuda é bem-vinda para combater a pandemia.

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O painel é composto pela síntese de casos, óbitos, incidências e mortalidade das infecções pelo coronavírus no Brasil, resultado da soma de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde
O panorama geral feito pela Universidade John Hopkins, dos EUA, mostra que o mundo tem 127.319.002 pessoas infectadas pelo coronavírus. Os EUA é o país que lidera o ranking com 30.267.561 infectados, seguido por Brasil e Índia, com 12.534.688 e 12.039.644, respectivamente.

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