9 jul 2021

Observatório do Coronavírus #336

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o início dos testes em humanos da ButanVac, nova vacina do Butantan contra a Covid-19 produzida inteiramente no Brasil. A fase 1 dos ensaios clínicos começa hoje, em Ribeirão Preto. O desempenho diante das novas variantes do SARS-CoV-2 também será avaliado. Para ser voluntário, é preciso ter mais de 18 anos e se inscrever junto ao Hemocentro de Ribeirão Preto. A previsão é que a pesquisa dure 17 semanas.

A ButanVac é desenvolvida a partir da inoculação de um vírus modificado que contém a proteína S do SARS-CoV-2 em ovos embrionados de galinhas – mesma tecnologia da vacina contra a influenza (gripe). Além de ser barata e muito disseminada, especialmente em países emergentes, essa técnica é uma especialidade do Butantan: o instituto produz anualmente 80 milhões de vacinas da gripe usando ovos.

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do novo coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor é o da doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Essa tecnologia foi desenvolvida por cientistas na Icahn School of Medicine de Mount Sinai, em Nova York. A proteína S estabilizada do vírus SARS-CoV-2 utilizada na vacina com tecnologia HexaPro foi desenvolvida na Universidade do Texas em Austin.

Já as farmacêuticas Pfizer e BioNTech estão planejando uma dose de reforço para combater a variante Delta do coronavírus. As empresas acreditam que com a terceira dose da vacina – que atualmente é ministrada por duas doses – pode ter um potencial mais elevado para manter a proteção contra todas as variantes do vírus, principalmente a Delta que está se tornando dominante nos países.

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