798 Art District, em Pequim

A ascensão da arte moderna na China

O país promoveu mudanças culturais significativas, unindo sua tradição milenar a elementos contemporâneos

A arte vive em transformação. Inclusive na China. A abertura econômica do país ao ocidente possibilitou aos artistas contato com as tendências mundiais. A produção chinesa, reconhecida por suas formas singelas e pela rigidez estética, incorporou um estilo contemporâneo, preservando sua essência tradicional. A “nova arte” da China une tradição e modernidade.

A história da arte chinesa é uma das mais antigas do mundo, com registros que datam do terceiro milênio a.C. A escrita tradicional é considerada uma das mais nobres e antigas formas de expressão artística. A dança também é retratada entre os primeiros registros históricos. Essa estética exótica – de acordo com os padrões ocidentais – faz com que as criações artísticas tradicionais ainda sejam amplamente procuradas.

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Foi a partir do chamado “milagre econômico” que este cenário começou a mudar. Entre os motivos que promoveram a ascensão da arte chinesa está a formação de classes emergentes que financiaram os grupos artísticos. Os artistas desenvolveram estilos originais com o acesso a estudos no exterior. A situação política, social e cultural em ebulição também serviu como inspiração para as criações artísticas na China moderna.

798 Art District, em Pequim
798 Art District, em Pequim

A partir da década de 80 surgiram áreas reservadas para a produção artística no país. É o caso do 798 Art District, em Pequim. O complexo industrial abandonado foi cedido pelo governo aos artistas. Hoje abriga diversos ateliês e galerias. O local sintetiza a guinada da arte chinesa: em meio às antigas fábricas de eletrônicos e armamentos, surgiu a arte de vanguarda, estimulando o processo de urbanização das regiões afastadas do centro.

Entre os ícones deste cenário artístico recente está Zeng Fanzhi, considerado um dos artistas mais bem sucedidos no mundo. Dentro do movimento de modernização da arte chinesa encontramos também o provocativo Zhao Zhao, o conceitual Qin Ga, a dinâmica Fang Lu e a sofisticada Huang Jingyuan.

“O Tigre”, de Zeng Fanzhi
“O Tigre”, de Zeng Fanzhi

Em visita à Shenzhen, vimos como a arte é valorizada pelo povo chinês. Cerca de 11% do PIB da cidade vem das atividades artísticas. Shenzhen é considerada um símbolo de inovação e estimula a produção cultural aliada à tecnologia. No encontro com a Vice-Prefeita da cidade, Sra. Wu Yihuan, reafirmamos o compromisso do Ibrachina de promover o intercâmbio cultural entre Brasil e China.

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